De acordo com o
CEO da GAP inc. , Sr. Glenn K. Murphy, “The
Custumer is running ahead of us. [Custumer] expectations … are ahead of where
this industry has moved”. Em
uma tradução livre, os clientes se movem à frente do varejo. Suas expectativas
estão na frente, de onde a indústria se moveu.
Frase bem
intrigante. De acordo com um estudo recente do Google, divulgado em Abril e intitulado
“Mobile In-Store Research: How In-Store
Shoppers are Using Mobile Devices”, realizado nos Estados Unidos, os
clientes que utilizam dispositivos móveis durante suas compras, compram em
média 25% mais do que os que não utilizam, ou que somente ocasionalmente
acessam o smartphone.
Efetivamente,
também de acordo com o estudo, o varejo deveria investir nestas tecnologias,
tendo em vista que se o cliente pode, simultaneamente, interagir com a marca,
tanto estando fisicamente na loja, como utilizando alguma solução de mobilidade,
os ganhos são maiores do que, apenas considerar o uso da tecnologia pelo
cliente, para a pesquisa de preços (algo que o varejo, principalmente no
Brasil, não vê com bons olhos). Claramente os clientes estão mudando seus
hábitos de compras, e o varejo tem que estar preparado para este novo cenário.
Alguns dados do estudo:
- 34% dos clientes, antes de saírem de casa, buscam através de seus smartphones, informações sobre localização da loja e demais informações como horário de funcionamento;
- 53% dos clientes realizam através de seus smartphones, consulta de preços estando nas lojas. Especificamente para o varejo de moda, este número é menor (44%). Já para eletrônicos, o percentual é mais elevado, estando em 70%;
Mas como
implementar iniciativas que podem efetivamente melhorar a experiência dos clientes.
Alguns dos exemplos abaixo:
- Uso de tablets, pela equipe de vendas, para melhorar a experiência do cliente: através dos tablets, equipados com informações das lojas, como produtos, promoções, vendas casadas etc, a equipe da loja terá condição de trabalhar com um volume de informações muito maior, garantindo assim a possibilidade de aumento de venda. A Macy´s já lidera este movimento, encontrando no uso de tais dispositivos uma grande vantagem competitiva;
- Além das informações dos produtos, a integração destes dispositivos com os sistemas CRM, possibilitam ao vendedor um maior conhecimento do cliente, oferecendo, no momento da venda, produtos mais adequados levando-se em conta o histórico de compra do cliente;
- Extensão do PDV para aplicativos móveis: se a venda é realizada diretamente por dispositivos da equipe de vendas, existe o benefício imediato de diminuição das filas nos caixas convencionais, e mais importante ainda, redimensionamento das lojas, pois uma área considerável nos caixas será liberada para a livre exposição de produtos. Esta aplicação foi implementada pela Nordstrom nos Estados Unidos;
O maior
benefício de tais projetos, em minha opinião, é com certeza a aproximação real entre cliente e
equipe de vendas. Isto se torna realmente interessante, principalmente no
varejo de grandes redes magazines, onde normalmente o cliente é quem escolhe os
produtos nas gôndolas.
Outra interessante
iniciativa foi realizada pelo Walmart nos Estados Unidos, através do projeto Scan & Go. Trata-se de uma solução
de mobile self-checkout. Já está
implementada em 200 lojas e a expansão ocorrerá para mais lojas ainda este ano
de 2013. De acordo com o presidente Bill Simon: “Technology clearly enhances our member´s
shopping experience”.
Logicamente
é uma tecnologia que está em seus primeiros estágios de desenvolvimento. Novas
soluções serão desenvolvidas, com o objetivo de elevar ainda mais a experiência
do cliente. Resta saber quais serão os varejistas que considerarão tais
soluções como risco ou oportunidade.
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