segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Inventário em Tempo Real


Caros leitores, recentemente participei de interessante treinamento da Impinj, na tecnologia XArray. Trata-se de uma grande evolução em gestão de estoques, pois permitirá às empresas a visibilidade em tempo real dos produtos em suas instalações, através da instalação de equipamentos fixos posicionados nestas instalações.

De fato, é uma tecnologia que está dando seus primeiros passos, porém já é possível identificar benefícios promissores. Atualmente, empresas americanas do varejo já utilizam tal modelo de identificação em tempo real, porém utilizando diversas antenas espalhadas pelas lojas, como é o caso da American Apparel. Neste tipo de aplicação, um conjunto de antenas, posicionadas em pontos estratégicos das lojas, leem constantemente as etiquetas, garantindo benefícios como identificação de rupturas em tempo real.

Mas voltando ao XArray, identifico como principais vantagens da tecnologia em relação ao modelo atual de identificação em tempo real, a possibilidade de redução significativa no investimento necessário, tendo em vista que, por exemplo, uma loja de 150m2 de área, pode através de um único equipamento, monitorar todos os produtos etiquetados em seu piso de vendas. Como benefícios identificados, podemos citar:

- O recebimento automático de produtos;
- Acurácia de estoques próxima a 100%;
- Identificação sistemática das rupturas, tendo como consequência as reposições constantes e aumento em vendas;
- Eliminação dos custos com inventários;
- Diminuição nos custos com mão-de-obra, tendo em vista significativo aumento em produtividade em Recebimentos e Inventários;
- Diminuição nas perdas internas e externas, tendo em vista que a tecnologia também pode ser utilizada como Anti-furto;

É uma tecnologia promissora e que merece toda a atenção da indústria RFID, tendo em vista os benefícios da tecnologia, principalmente para o varejo.

Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Etiquetas RFID GEN2 v2.0: Grande foco nas Aplicações EAS


Uma das grandes questões que ganhou debate recente nas empresas e institutos de desenvolvimento de tecnologias RFID, é sobre o novo padrão de etiquetas UHF, chamado RFID GEN2 v2.0. Tal padrão, além de prover novas formas de garantir segurança, através da criptografia, trará o grande benefício do Anti-furto, com o uso da tecnologia RFID.

Existem atualmente no mercado, os padrões de tecnologia AM (acusto-magnético) e RF (rádio-frequência). Comparando tais soluções de Anti-furto, com a tecnologia RFID atual (GEN2), existe uma vantagem nas tecnologias anteriores, tendo em vista sua independência quanto ao controle externo. Todo o funcionamento da tecnologia ocorre na saída da loja, independendo de uma consulta a uma base de dados externa, como é o caso atualmente da tecnologia RFID (na forma com o Anti-furto atualmente é comumente empregado).

Já com a evolução da tecnologia, será possível um total controle Anti-furto, sem a necessidade de consulta a base de dados, apenas identificando as etiquetas já vendidas, através dos campos "Store Code" e "Sold Code". Isto significa que os equipamentos instalados na saída da loja, apenas buscarão etiquetas com o código da loja (também referente à empresa) e as etiquetas que não possuam os dados alocados em Sold Code, indicando que a etiqueta já foi vendida ou não.

Isto permitirá que não sejam lidas etiquetas de outras redes varejistas, e também permitirá que o Hardware de saída de loja, seja mais simples, diminuindo os custos de implantação da tecnologia.

Trata-se de uma mudança profunda no modelo atual de tecnologias Anti-furto. Já a partir do próximo ano, etiquetas UHF habilitadas com esta funcionalidade estarão disponíveis no mercado, permitindo aos varejistas obterem os benefícios do RFID (já tratados neste blog), adicionando os benefícios da prevenção de perdas, devido ao furto externo.

Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil  

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Diferenciação

Hoje recebi um texto bem interessante do blog de Tony D´Onofrio, falando sobre Diferenciação.

Em essência, de acordo com o Autor (e eu particularmente concordo totalmente), diferenciação pode ser definida como:

Diferenciação = Antecipação + Criatividade + Excelência.

Ainda de acordo com o Autor, a diferenciação é obtida quando os três elementos são perseguidos com paixão.

Abaixo trechos do recente artigo, ilustrando os exemplos dos varejistas Zara e Wegmans:

  • Forbes Magazine recently recapped the successful Zara business model.  A team of designers and product managers in Spain oversee design, sourcing and production of specific apparel categories.  These individuals monitor closely the sales process of each apparel collection -- from the time the merchandise reaches the stores to the real time customer response.  Zara utilizes accelerated deployment models, produces locally to the market where appropriate, and can replenish goods in the stores in as little as two weeks.  The company does not advertise its products to consumers.  It relies on understanding customer needs, word of mouth, and the ability to adjust quickly when sales are not growing.

  • According to a just published article in the Philadelphia Business Journal, it is easier to get into Harvard University than to get a job at a new Wegmans grocery store. (2) Wegmans invests in employees and is fanatical in building positive customer experiences. The retailer is one of only 13 companies that has consistently appeared in Fortune Magazine "100 Best Companies to Work For."  Wegmans has been a top 10 place to work for in USA during the last 11 consecutive years. "Our employees are the number one reason our customers shop at Wegmans," says CEO Danny Wegman.  "I'm convinced there is only one path to great customer service, and that is through employees who feel they are cared about and empowered."

Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil






Phonebloks


Caros leitores, compartilho com vocês uma ideia realmente sensacional que recebi de um amigo:

https://phonebloks.com/idea/

Trata-se de uma mudança radical na forma como pensamos o consumo de eletrônicos. Vale a pena assistir ao vídeo para compreender os benefícios.

Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Projetos RFID começam a bombar no Brasil

Caro leitor, venho aqui no blog postar uma percepção que tenho no momento: os projetos em RFID começam finalmente a bombar no Brasil. Empresas, sejam dos segmentos de varejo ou indústria, começam a prospectar soluções para seus grandes problemas. 

Isto ocorre em um momento bem oportuno, pois a maturidade das empresas, no fornecimento das soluções já é identificada. Uma percepção recente que possuí foi que o grande gargalo estava do lado da oferta. As empresas estabelecidas não possuíam ainda uma capacidade de análise, identificação dos problemas e entrega das soluções.

Ainda temos um grande caminho a percorrer, mas acredito que a maturidade está caminhando a passos largos, já suficiente para ofertar ao mercado soluções consistentes.

Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Empresa brasileira testa solução para cadeia do frio

Interessante case divulgado na RFID Journal:

http://brasil.rfidjournal.com/noticias/vision?11020

Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Quatro Perguntas chave que devem ser respondidas pelo varejista, antes de implementar RFID

Listo abaixo quatro perguntas chave que devem ser respondidas pelo varejista, antes de iniciarem um projeto em RFID:

1. Nós temos uma equipe interna capaz de obter todos os benefícios da tecnologia RFID?

Uma equipe de TI responsável pelas integrações das soluções RFID com os sistemas da empresa; Uma equipe de Operações de CD e Loja, responsável pelo manuseio da tecnologia e alteração dos processos atuais da empresa; Uma equipe de Vendas, analisando e identificando melhorias na reposição de produtos nas lojas; e por fim, uma equipe responsável pelo controle das etiquetagens na origem, acompanhando o desempenho de toda a solução. 

2. Estamos preparados para integrar as informações do mundo RFID com nossos sistemas, para obtermos todos os benefícios da tecnologia?

A tecnologia RFID proporcionará a gestão de item. Este volume de informações, integrando-se aos sistemas da empresa, dará um novo nível de informação para os tomadores de decisão. Este equipe está preparada para este nível de informação? Esta é uma pergunta que deve ser respondida.

3. Estamos preparados para RFID Source Tagging (Etiquetagem RFID na origem)?

A etiquetagem na origem garante um menor investimento na tecnologia, quando comparado à etiquetagem no CD. Quanto antes houver esta etiquetagem, antes virá o ROI. 

4. Quais são os objetivos do projeto RFID?

É importante o varejista identificar claramente, pelo menos 3 objetivos claros para o Projeto de RFID. Enumero alguns exemplos de objetivos:

A) Elevar nossas vendas por loja acima de 4%;
B) Reduzir nosso tempo de expedição de produtos pela metade;
C) Reduzir nossos custos de inventário anual em ao menos 60%;
D) Obter o ROI do projeto em menos de 12 meses.

São apenas alguns exemplos simples de objetivos que precisam ser quantificados pelo varejista. 

Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Plataforma de meios de pagamentos na India inicia sua estratégia de crescimento

A Movida, em conjunto com Visa e ICICI Bank (maior banco Indiano), iniciaram sua estratégia de inclusão financeira na India. Em uma país onde 90% de todas as transações financeiras são realizadas em dinheiro, há claramente uma grande oportunidade no mercado.

Foi desenvolvida uma plataforma móvel de pagamentos, que permitirá aos clientes, o pagamento de contas do dia-a-dia através de SMS, Call Center, Aplicativo Móvel e Acesso Web. A India possui atualmente 1,2 bilhões de habitantes. 40% de sua população urbana não possui banco. Outros 60% da população rural, também não. Por outro lado, é uma das economias de maior crescimento no número de telefones celulares.

É uma estratégia que, se bem sucedida, trará forte impacto no varejo local indiano.

Maiores informações podem ser lidas em:

http://www.mobilecommercedaily.com/visa-movida-icici-bank-expand-mobile-banking-services-to-make-india-cashless 

Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil

Case de RFID no Reino Unido propõe o uso das tecnologias tradicionais em Prevenção de Perdas com RFID

Um assunto que já debati aqui no Blog é sobre o uso da tecnologia RFID em conjunto com demais tecnologias de Prevenção de Perdas, como EAS e CCTV. Pois bem. No próximo RFID Journal Live! Europe, a ser realizado em Outubro, a Wilkinson, gigante varejista britânica com mais de 300 lojas no Reino Unido fará a apresentação de seu case. 

Veja no link abaixo maiores informações, principalmente os benefícios desta estratégia:

http://www.rfidjournal.com/articles/view?10855

Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil

quarta-feira, 24 de julho de 2013

ShopKick: interessante plataforma de fidelização de clientes

Em pesquisas recentes na internet, encontrei um interessante aplicativo que está fazendo muito sucesso nos Estados Unidos. Se chama ShopKick.

Basicamente o ShopKick é um programa de fidelidade extremamente fácil de usar e prático, e totalmente on-line. O cliente ao entrar em uma loja, por exemplo, busca uma lista de cupons de desconto e promoções. Ao escolher o produto, realiza o pagamento e recebe as recompensas (pontos) por ter adquirido o produto. Estes pontos são acumulados e posteriormente o mesmo poderá utilizar tais pontos para adquirir novos produtos por preços mais interessantes.

É um modelo bem inovador. Além de outras ações (como check-ins nas lojas, recomendação a amigos), também permitir o acumulo de pontos, permite ao varejista a criação de promoções instantâneas  privilegiando os clientes que estão nas lojas físicas.

Abaixo vídeo explicativo do serviço:



Também através de buscas na internet, identifiquei que em breve, estará disponível no Brasil.

Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil




Target lança seu aplicativo Móvel, com estratégia clara de fidelização de clientes


Ontem aqui no Blog Store Performance Brasil, escrevi um texto sobre mobilidade no varejo. Especificamente sobre como implementar uma estratégia eficaz de oferta de rede Wi-Fi aos clientes, obtendo o máximo de benefícios da tecnologia.

Pois bem. Hoje encontrei mais um interessante case do uso de aplicações móveis. A Target do varejo desenvolveu e já disponibiliza a seus clientes seu aplicativo móvel que permite aos clientes:

- Identificar disponibilidade de produtos nas lojas;
- Encontrar as lojas mais próximas de sua localidade;
- Obter cupons e informações sobre promoções sendo realizadas nas lojas;

Além das facilidades mencionadas, o aplicativo também disponibiliza informações aos clientes, quando localizados nas lojas físicas. Algumas funcionalidades tem o objetivo de incentivarem os clientes a interagirem com a marca, além de estarem fisicamente nas lojas, o que é uma estratégia importante para o varejo tradicional.

Como mencionei anteriormente aqui no Blog, os clientes que são mais ativos no mundo on-line, e agora no mundo móvel, tendem a serem mais fiéis à marca. Tudo isto depende da estratégia adotada pelo varejo.

Assistam ao vídeo e entendam o conceito. 

Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil

terça-feira, 23 de julho de 2013

RFID reduz desperdício na Delta Air Lines

Mais uma interessante implementação da tecnologia RFID, divulgada na RFID Journal Brasil:

http://brasil.rfidjournal.com/estudos-de-caso/vision?10682

Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil

Wi-Fi Gratuito no Varejo

Um dos assuntos mais debatidos aqui no Blog é a mudança no comportamento dos clientes nas lojas. Cada vez mais os clientes buscam uma experiência única no varejo e uma boa estratégia de oferta gratuita de acesso Wi-Fi nas lojas pode ser uma excelente opção.

Em recentes pesquisas realizadas nos Estados Unidos, foi identificado que os clientes utilizam Smartphones nas lojas para a) buscarem informações sobre os produtos, no website da rede; b) se atualizarem sobre promoções e cupons de desconto da loja; c) busca de preços na concorrência.

As pesquisas indicam que 6 em cada 10 clientes utilizam o Smartphone para solicitações de assistência nas lojas, além de 61% dos clientes possuírem uma melhor opinião sobre marcas que oferecem alguma experiência móvel aos clientes. Outro ponto importante é que 46% dos clientes que realizam buscas sobre determinado produtos nas lojas, o compram estando no local. 

Porém, para implementar esta estratégia, faz-se necessário o cuidado com os seguintes aspectos:

A) Equipe Interna: como garantir que os colaboradores fiquem envolvidos com a solução de Guest Wi-Fi e eduquem os clientes sobre a solução?

B) Clientes: como fazer com que os clientes utilizem a solução estando nas lojas?

C) Ferramentas: quais os tipos de ferramentas são mais fáceis de implementar e mais efetivas, como QR Codes, código de barras e SMS?

Enumero abaixo uma lista de passos importantes, abordando as perguntas acima mencionadas:

Passo 1: Informe e treine a equipe de loja, para que estes informem os clientes sobre o serviço.
Isto significa: a) Convidar os colaboradores para entenderem sobre a tecnologia; b) Prover informações fáceis em como utilizar a tecnologia; c) Sempre informar aos colaboradores os benefícios em utilizar a tecnologia, para que estes informem aos clientes incentivando-os; d) Teste a tecnologia, obtendo feedbacks honestos dos colaboradores mais exigentes; e) Incentive os colaboradores a incentivarem os clientes no uso da tecnologia, inclusive estabelecendo métricas identificando lojas que utilizam mais e aquelas que utilizam menos;

Algumas outras dicas, como sinalização da disponibilidade de rede já na entrada da loja, piso de vendas e check-out.

Passo 2: Incentivar os clientes a utilizarem o serviço, através de: a) oferta de incentivos e pontos em programas de fidelidade; 2) Envio de descontos enquanto os clientes estão nas lojas; 3) Dar aos clientes recompensas adicionais quando realizada determinada ação, como check-in na loja; 4) incentivos não necessariamente precisam ser financeiros, e sim serem atrativos para os clientes;

Passo 3: ferramentas de multimídia para divulgação e engajamento dos clientes, através de sinalizações do serviço na loja, integração com SMS e e-mail marketing, TV, Youtube, redes sociais etc.

Muito importante também a escolha certa do parceiro de tecnologia para a solução, tendo em vista questões técnicas. Bom, este foi um pequeno resumo sobre o assunto, do que acompanho no mercado.

Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil






segunda-feira, 22 de julho de 2013

Alternativa ao NFC já é uma realidade

Interessante reportagem publicada na Folha de São Paulo, de 22 de Julho/2013, sobre alternativa ao NFC:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/tec/120067-empresa-brasileira-cria-alternativa-ao-nfc.shtml

Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil

Made In USA

Interessantes mudanças ocorrem atualmente na indústria de produção mundial. Nas últimas décadas, houve um drástico investimento das companhias europeias e americanas, na construção de fábricas e parcerias, voltadas na diminuição dos custos de produção. A China tornou-se grande foco neste contexto, justamente devido à sua abundância de mão-de-obra, traduzindo em baixíssimos custos de produção.

Porém, com o aumento nos custos de produção chinês, obrigando empresas a buscarem alternativas, diversos industriais voltam-se aos Estados Unidos, considerando este uma grande alternativa. 

Já em 2014, através de anúncio realizado por Barack Obama, será criada a National Network for Manufacturing Innovation (NNMI), uma entidade que contará com 15 institutos nacionais em todo o território americano, com foco no apoio à expansão da indústria americana. Porém, mais importante que a iniciativa do governo americano está dois fatores que estão mudando o cenário da indústria de moda atual. São eles:

1. Respostas Rápidas: cada vez mais o varejista terá que dar respostas rápidas às suas demandas. Redução dos estoques, abastecimentos rápidos e constância nos lançamentos, fazem com que o modelo atual de fabricação na Ásia sofra questionamentos. Muitos varejistas já sentem a necessidade de respostas mais rápidas e, fábricas instaladas nos Estados Unidos, efetivamente darão esta vantagem competitiva, pela proximidade ao mercado consumidor.

2. Manufatura High-Tech: os Estados Unidos são símbolo da inovação e conhecimento. Quando produtos requerem uma complexidade no processo produtivo, não há no mundo, local com tanta vantagem competitiva como os Estados Unidos. Por isso, devido a alta demanda e complexidade de tais produtos, a indústria norte-americana passa por este momento de transformação.

Em resumo, sempre acreditei nas sociedades que valorizam o conhecimento e inovação. Por isso, vejo que a retomada da economia norte-americana virá já nos próximos anos, com grande impulso da indústria.

Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil

quarta-feira, 26 de junho de 2013

RFID auxilia segurança aeroportuária

Mais um interessante case, divulgado na RFID Journal Brasil:

http://brasil.rfidjournal.com/artigos/vision?10793/

Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil

Estruturando a empresa para um projeto de RFID

Um dos assuntos fundamentais para início dos projetos em RFID no varejo é como se estruturar de forma a obter o sucesso nos projetos. Muito provavelmente o varejista não possui as funções importantes para o projeto, porém adequações podem ocorrer para que os objetivo sejam alcançados.

Em relação à equipe do projeto, cito abaixo as principais funções a serem desempenhadas diretamente no projeto, e aqueles que deverão se envolver para o sucesso do projeto. Lembrando que considero importante a correta determinação de tais funções, para que, durante e depois do projeto, haja um consenso ou total entendimento de todos os benefícios alcançados (ou seja, que a empresa compre o projeto). Seguem as funções:

- Gerente do Projeto: assim como no fornecedor, no cliente também deverá existir esta função. Ele é, principalmente, a ponte utilizada pelo fornecedor, para obter as informações durante o projeto. A alta direção da empresa se comunicará diretamente com este recurso durante o projeto e, portanto, é a figura mais importante no projeto. Este recurso não necessariamente deve possuir uma função gerencial no cliente, mas deverá ter livre trânsito na empresa;

- Analista de TI: um recurso, com conhecimento nos sistemas da empresa (PDV e ERP) deverá se envolver no projeto. Mesmo que no projeto piloto não haja uma integração da solução RFID com os sistemas da empresa, existirão demandas do projeto que terão atuação direta deste recurso. Alguns exemplos: códigos de produtos e estrutura dos mesmos e infra-estrutura IP das lojas;

- Especialista Financeiro: Além de toda a responsabilidade nos pagamentos aos fornecedores, terá como grande objetivo o acompanhamento de indicadores para fins de cálculo de ROI. Em conjunto com o Especialista de Operações/Logística, obterá o conjunto de informações que dará segurança à empresa em realizar o rollout de projeto; 

- Especialista de Operações/Logística: Possui o conhecimento dos processos internos, além do fluxo de produtos na cadeia. Farão parte de todas as análises e determinações de adequações em processos durante o projeto piloto, além da validação das tecnologias utilizadas (se estão adequadas aos processos);

- Diretoria: Acompanharão o projeto desde sua fase inicial, com as reuniões com fornecedores, e durante o projeto, participando ativamente do projeto, principalmente dando o suporte necessário ao Gerente do Projeto. Fundamental que haja no cliente a harmonia entre os diversos diretores da empresa.

Existem alguns outros recursos que poderão participar do projeto, como gerentes de prevenção de perdas e gerentes de marketing, mas estes poderão fazer parte do grupo de diretores da empresa.

Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Tablets no Varejo: os Fundamentos desta estratégia

Talvez um dos assuntos mais comentados no Blog seja a adoção de tecnologias móveis no piso de vendas. Este é um caminho que está em adoção, principalmente nos Estados Unidos e, muito em breve, também estará no mapa de investimentos do varejo nacional.

O ponto central desta discussão é compreender o comportamento do cliente hoje, identificando oportunidades de melhoria na experiência do cliente nas lojas. Atualmente, antes de saírem de casa, os clientes já realizam uma busca para obterem informações sobre produtos.

Faça o seguinte teste: digite fogão no Google. Logo na primeira página, aparecem ao menos 12 anúncios, de diferentes e-commmerces, além de publicidade de fogões usados. Ao clicar em uma das opções, você será levado à página da empresa, demonstrando diferentes modelos, fabricantes, especificações técnicas, preços. Além disto, com uma alteração para o Googlemaps, aparecerão os resultados de localidades, próximas onde você está, que vendem o produto. Ou seja, hoje o cliente está extremamente bem informado a respeito dos produtos ou serviços que quer adquirir. 

Pois bem. Agora o cenário é o seguinte: ao invés de realizar a busca de informações dos produtos, o cliente vai direto a uma loja de shopping. Chegando lá, muito provavelmente as informações disponíveis sobre o produto será uma fração do volume disponível na internet (por exemplo na etiqueta do produto). Se o cliente tiver sorte, será abordado por um vendedor, que essencialmente possui poucas informações do cliente e do produto que ele quer. O máximo que terá é a informação do saldo em estoque da loja.

Daí vem a pergunta: como melhorar a experiência na Loja diminuindo assim este grande GAP entre o e-commerce e a compra nas lojas físicas?

Muitos varejistas nem sequer investem em rede wi-fi nas lojas. Tal infra-estrutura somente está disponível para atividades como recebimento de produtos e gestão de estoques. Além disto, muitos varejistas ainda acreditam que o investimento em equipamentos (tablets e smartphones) inviabiliza tal melhoria. 

O fato é que o varejo precisa se movimentar neste sentido, caso contrário, as lojas físicas serão apenas um Showroom para a compra on-line. Pois bem. Listo abaixo uma lista de idéias e comentários sobre o emprego das tecnologias para a equipe de vendas, com o objetivo de melhorar a experiência do cliente:

- Terminais móveis para pagamento: filas nos caixas, principalmente em datas como Natal e Dia das Mães, comprometem e muito a experiência do cliente. Portanto, munir a equipe de vendas, com smartphones e apps que viabilizem o pagamento móvel é uma estratégia comprovadamente vitoriosa e diversos varejistas americanos já utilizam desta tecnologia;

- Tablets para equipe de vendas: consulta de estoques, levantamento de informações dos clientes, informações dos produtos etc. Munir a equipe de vendas com tais dispositivos eleva consideravelmente o nível de preparo da equipe de vendas, na abordagem com os clientes;

- Terminais de auto-atendimento: o chamado self-checkout já é muito adotado na Europa e Estados Unidos. Tal iniciativa melhora a experiência dos clientes, além de diminuir os custos com mão-de-obra;

- Disponibilidade de rede wi-fi para os clientes: oferecer acesso gratuito à rede e por exemplo, obter um cadastro básico dos mesmos.

Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil


Carrier eleva manufatura a patamar superior com RFID

Mais um interessante texto da RFID Journal Brasil:

http://brasil.rfidjournal.com/notas-do-editor/vision?10719/

RFID em uma economia em crescimento

Mais um interessante texto da RFID Journal Brasil:

http://brasil.rfidjournal.com/notas-do-editor/vision?10755

terça-feira, 18 de junho de 2013

O que está guiando a próxima experiência no Varejo?

Um interessante estudo, desenvolvido pela Motorola "What´s Driving Tomorrow´s Retail Experience?", que em uma tradução livre seria "O que está guiando a próxima experiência no Varejo?", foi divulgado este ano e possui diversas informações importantes para o futuro do varejo.

 O estudo foi realizado nos Estados Unidos, com 250 executivos do varejo, de diferentes tamanhos e volume de faturamento. Dentre as principais informações obtidas no estudo, relatadas pelos executivos do varejo estão:

- 41% acreditam que nos próximos 5 anos, será necessário prover aos clientes produtos personalizados, baseados em comportamentos anteriores, obtidos em um aplicativo de smartphone;

- 35% esperam reconhecer os clientes nas lojas, utilizando tecnologias de geolocalização ou presença;

- 42% esperam enviar cupons baseados na localização dos clientes dentro das lojas;

- acreditam que 56% das transações de venda serão completadas por aplicações móveis da loja, terminais de auto-atendimento e aplicações de pagamento do próprio cliente;

- acreditam que 42% das vendas virão do e-commerce e aplicações móveis;

A pesquisa também trouxe interessantes informações à respeito de comportamento de clientes nos pisos de venda, conforme abaixo:

- 55% dos clientes realizariam a compra de um produto, faltante no piso de vendas, caso um vendedor encontrasse o produto no estoque da loja;

- 68% dos clientes ainda comprariam um produto, indisponível na loja, caso fosse dada a possibilidade de entrega do produto na loja do cliente;

Em linhas gerais, estas informações podem ser trazidas também para a realidade brasileira. A partir destas informações, é possível determinar um plano de trabalho unindo tecnologias e processos no varejo, como:

1. Determinação clara de uma estratégia de mobilidade no piso de vendas;
2. Análise nos processos internos de atendimento ao cliente, identificando melhorias e oportunidades para os clientes que não encontram os produtos no piso de vendas;
3. Oferecer à equipe de vendas, tecnologias para melhor tomada de decisão no piso de vendas;

Os executivos do varejo já percebem a necessidade de mudança, o que falta é o plano de investimentos e ações para tal realidade identificada.

Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil





Sobre o Autor

Bruno Calaça, Engenheiro Eletrônico pela Universidade Federal de Uberlândia, MBA em Marketing pela ESPM e Pós-graduado em Administração de Empresas pelo INSPER.

Possui experiência em tecnologias de telecomunicações e de Store Performance, tendo atuado em grandes empresas do mercado de telecomunicações e TI, como Grupo Algar, Alcatel-Lucent, Oi, Grupo Linx e atualmente Sensormatic.

Responsável pela Gestão dos Produtos em RFID da Sensormatic no Brasil, possui experiência em grandes projetos de RFID no varejo, além das funções desempenhadas na gestão de produtos, como prospecção de clientes, elaboração de propostas comerciais, gestão de equipe, análise de indicadores financeiros etc.

Como principais conhecimentos e experiências: Tecnologias móveis, meios de pagamento, mídias sociais, marketing digital, aplicativos móveis, e-commerce e RFID.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Lojas da Microsoft na Best Buy reforçam posicionamento

A Microsoft inicia forte ação de posicionamento da marca em lojas da Best Buy. Dentro das lojas da rede, serão criadas lojas nomeadas Windows Store, assim como já realizado anteriormente pela Samsung e Apple. Tal iniciativa será realizada em mais de 500 lojas nos Estados Unidos e 100 lojas no Canadá.

Tais lojas irão demonstrar diversos produtos, incluindo toda a linha de produtos para Computadores, Smartphones, Tablets e XBOX. Através desta iniciativa, a Best Buy pretende melhorar a experiência do cliente. De acordo com a empresa: "Nós acreditamos que as Windows Stores irão oferecer uma melhor experiência a nossos clientes. Nossos clientes nos dizem que querem a última e melhor tecnologia e as lojas da Microsoft serão o lugar ideal para ver, testar e comprar os equipamentos Microsoft e seus acessórios". 

Tal modelo de parceria é muito interessante tanto para o varejo como para a indústria. A iniciativa da Samsung, por exemplo está sendo bastante positiva, de acordo com executivos da Best Buy. Tais ambientes inserem o consumidor no universo da marca. É uma forma também dos clientes terem o interesse em irem à uma Best Buy, terem esta experiência.

Abaixo link do vídeo da iniciativa: 

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=5ymkip6gEKo

Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil

Comparativo básico Tecnologia Anti-furto AM e RFID

Uma das questões levantadas por diversos varejistas, sobre a tecnologia RFID, é sobre o uso desta também como tecnologia anti-furto. Analisando tecnicamente ambas as tecnologias, é possível determinar sob diferentes óticas, um comparativo para melhor esclarecimento. 

Porém, o ponto central da discussão é que as tecnologias possuem aplicações distintas. A Acusto Magnética, também conhecida como AM, possui aplicação voltada para anti-furto. Já a RFID, possui aplicação voltada para Store Performance e gestão da cadeia de suprimentos. Quando aplicadas em conjunto, darão ao varejista excelentes resultados. Segue análise sob a ótica de anti-furto somente:

1. Frequência de utilização: a tecnologia AM trabalha com baixa frequência (58kHz) e sua transmissão é por campo magnético. Já a tecnologia RFID, trabalha na frequência de 915MHz, e sua transmissão se dá por ondas de rádio;

2. Desempenho como Anti-furto: a tecnologia AM, não é afetada por líquidos ou corpo humano, diferentemente da tecnologia RFID. A tecnologia AM é detectada imediatamente ao acionamento, não necessitando de um processamento remoto, como na tecnologia RFID. Portanto, consegue detectar o furto mais rapidamente;

3. Eletrônica: no AM toda a eletrônica esta integrada nos pedestais. Já a tecnologia RFID é separada em módulos (leitores, antenas, servidor de processamento). Isto também implica no maior tempo de processamento;

4. Custo: para a aplicação anti-furto, o custo da implantação do AM é menor que ao RFID;

5. Distância de detecção: na tecnologia AM, a frequência é adequada para amplas aberturas de portas. Já na tecnologia RFID, o objetivo muitas vezes é o confinamento do sinal, para melhorar a identificação das etiquetas;

Portanto, em uma análise técnica básica, a tecnologia AM é mais adequada para a aplicação anti-furto, quando comparada ao RFID. Logicamente este é o cenário encontrado hoje.

Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Datacenter brasileiro reduz custos e perdas graças à RFID

Mais um excelente case divulgado pela RFID Journal Brasil:

http://brasil.rfidjournal.com/estudos-de-caso/vision?10748/

Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil

e-commerce no varejo

Uma das grandes decisões que o varejo deve tomar é: como devo implementar minha estratégia de e-commerce? Que ele deve implementar, muito provavelmente por se tratar de varejo, faz total sentido. Muito provavelmente a melhor estratégia é o outsourcing do e-commerce.

Existem diferentes estratégias para implementar um e-commerce. Lembrando que um e-commerce não é somente um website para que os clientes possam realizar o pedido, mas envolve também gestão de estoques, entrega dos produtos, devoluções etc. Basicamente temos três estratégias que podem ser adotadas:

- Nível 1: A manutenção do website é realizada por um terceiro. O desenvolvimento, incluindo novas funcionalidades e serviços, é feito internamente pelo varejista;

- Nível 2: Modelo onde o prestador de serviços ganha uma comissão por venda de cada uma das unidades (normalmente de 2 a 3%). Basicamente o provedor gerencia a implementação do site e hosting. Já o varejista cuida da parte de merchandising, pagamentos, e-mail marketing etc;

- Nível 3: Modelo mais completo, onde o prestador de serviços absorve praticamente toda a operação do varejista, como: tecnologia, merchandising, contato com o cliente, call center, processamento de pagamentos, e-mail marketing e atualizações de produtos e serviços.

São inúmeras as vantagens de implementar um e-commerce  com um parceiro. Dentre elas, enumero as principais:

- Rápida implementação do e-commerce e de forma mais barata, quando comparado ao desenvolvimento dentro de casa;

- Absorção de conhecimento sobre e-commerce que não seria possível caso o desenvolvimento se desse dentro de casa. Tais empresas já implementaram centenas de projetos e todos os aspectos técnicos e dificuldades, que poderiam ocorrer em um desenvolvimento próprio, não serão problemas no projeto;

- Diminuição nos riscos de implementação.

Cada vez mais acredito na terceirização do e-commerce. Mais e mais companhias do varejo ao redor do mundo estão focando seus esforços em seu core business, que com certeza não é desenvolvimento de código.

Soma-se a isto, a própria terceirização dos serviços de distribuição. Mas este assunto merece um tópico futuro neste blog!

Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil





Store Performance é melhorar a experiência do Cliente

Store Performance, em minha opinião, é o conjunto de métodos gerenciais, processos e tecnologias que podem melhorar a experiência do cliente, e consequentemente, agregar valor para o acionista.

Portanto, não serão apenas tecnologias de última geração na loja que efetivamente trarão esta melhoria. A simples adoção de determinados processos, utilizando-se das tecnologias atuais, trarão uma grande mudança na organização. Alguns dos exemplos:

- Correta definição das metas gerenciais: primeiramente é importante definir metas gerenciais (muitas empresas não definem, tendo informalmente os resultados medidos por outros aspectos muitas vezes desconhecidos dos próprios gestores). Quais metas estão melhores definidas para o nível gerencial: 1. Aumento de vendas em 5% ou 2. Diminuição em 50% na ruptura no piso de vendas?

Há meu ver, para o nível gerencial de loja, a meta 2 é mais adequada. A meta 1 seria para o nível de diretoria. Abaixo desta meta, teríamos o conjunto de metas do nível gerencial, que dariam sustentação à meta 1. 

- Estabelecimento de processos orientados: mapeamento dos processos e identificação de melhorias é uma excelente ferramenta para identificação de gargalos nos processos do varejo. Por exemplo: análise do processo de reposição de produtos no piso de vendas. Este processo está mapeado? É de conhecimento de toda a organização? Existem SLAs definidos e periodicidade para que ocorra a atividade? Quais tecnologias são definidas pela organização para realizar a atividade?

- Auditorias internas: as auditorias devem ocorrer periodicamente na empresa, principalmente verificando se os processos estão de acordo com o planejamento. Além disto, análises de estoques, disponibilidade de produtos, processos de recebimentos etc, também devem ocorrer;

- Acompanhamento de indicadores: é comum que não haja reuniões semanais de acompanhamento de indicadores. Infelizmente. Mas tal processo deve ser implantado. As metas, principalmente referentes a piso de vendas, devem ser acompanhadas diretamente pela administração da empresa;

Logicamente, a tecnologia proporciona um aumento de eficiência nos processos, além de agregar valor à marca, conforme temos visto nas discussões recentes do blog.

Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil

Aplicativo móvel do e-bay oferece ofertas de última hora a seus clientes

O eBay, gigante do comércio eletrônico acaba de lançar uma grande promoção para o dia dos pais, através de seu aplicativo "eBay Now App". Através deste, os clientes podem buscar promoções de última hora, em centenas de redes varejistas, como Home Depot, Macy´s, Best Buy, Guitar Center etc.

O serviço permite que os produtos sejam entregues em até 1 hora após o pedido. Atualmente está disponível nas cidades de San Francisco, New York e San Jose. 

De acordo com Dane Glasgow, vice presidente de mobilidade da eBay, "o Bay está focado em entregar oportunidades de escolha e conveniência aos clientes. Através do eBay Now, os clientes podem comprar produtos quando quiserem e de onde estiverem".

Especificamente sobre o dia dos pais, o eBay está oferecendo um cupom de desconte de US$10, utilizando um código de autenticação, para os pedidos feitos entre 14 e 16 de Junho.

Ainda de acordo com a executiva "a linha que separa o mundo online do offline está sendo continuamente apagada e o eBay está provendo aos clientes outro canal de interação com nossa marca".

Mais um exemplo da importância de uma boa estratégia de mobilidade no varejo.


Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Tablets no Piso de Vendas: uma tendência que melhorará a experiência do cliente

Uma das tendências que vem sendo identificada no varejo americano é o uso de tablets no pisto de vendas. Basicamente, a equipe de vendedores teria em mãos um dispositivo móvel para consulta de produtos e serviços, melhorando assim a experiência do cliente.

Porém, saliento alguns pontos, antes de imaginarmos esta tendência também aqui no Brasil:

1. Será que este vendedor, teria total foco no uso da aplicação somente para melhorar a experiência do cliente?
2. Do ponto de vista de aplicações, já existem no mercado soluções disponíveis para implementação imediata no varejo?
3. Qual será a percepção do cliente sobre um vendedor atendê-lo com um tablet em mãos? O cliente estará mais interessado no tablet ou no produto?
4. Existem outras alternativas aos tablets?
5. Que tipo de serviços, ainda inexistentes, poderiam ser agregados à rotina da loja, utilizando tais terminais?

Primeiramente, já venho indicando esta tendência no Blog, em artigos anteriores e, vejo muito positiva a iniciativa. Talvez, para determinadas lojas, seja uma aplicação mais interessante, como grandes lojas varejistas, onde o cliente escolhe seu produto, sem o contato direto com o vendedor. Neste cenário, a aplicação poderia ser utilizada para:

- Informar tendências e novidades;
- Consulta de preços;
- Consulta de disponibilidade do produto em estoque;
- Pagamentos (utilizando pagamentos móveis);
- Interatividade com o cliente, através de uma integração com sistemas CRM da Loja;

Vejo que, uma iniciativa de tablets em lojas, em conjunto com aplicações para IOS e Android, poderiam ser utilizadas. Determinadas lojas poderiam por exemplo disponibilizar os tablets para os clientes navegarem em seus aplicativos da rede, realizando aí, interações com os clientes.

Como alternativas aos tablets estão os próprios smartphones, que possuem o benefício de serem menores, facilitando portanto o uso pela equipe de vendas.

São inúmeras as oportunidades e cases já em implantação. Com certeza este é um assunto que irei divulgar cada vez mais no Blog.

Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil

Iniciativa da Sephora nos EUA mostra um bom exemplo de mobilidade no varejo


A Sephora, rede de perfumarias, lançou o aplicativo My Beaty Bag, aparentemente somente disponível nos EUA. Com ele, os clientes podem realizar consulta de preços, marcar os produtos preferidos, organizá-los e acompanhar status de pedidos.

De acordo com Johnna Marcus, diretora de marketing da empresa: "Na Sephora, o meio digital está em nosso DNA. Cada vez mais pensamos em como fazer o mundo online e offline convergirem, melhorando assim a experiência do cliente". 

Através do aplicativo, os clientes podem pesquisar as ofertas de batons, perfumes e cremes, comprarem de onde estiverem e recomendar produtos aos amigos.

Basicamente o aplicativo está dividido em duas partes: 1. Pesquisas; 2. "Loves", que são os produtos preferidos do usuário. Todas as pesquisas feitas diretamente nas lojas, são marcadas na aba "Loves".

Clientes podem realizar as pesquisas por marca, nome do produto, preferências etc.

Trata-se de uma grande iniciativa, tendo em vista que a empresa pode analisar os dados, identificando oportunidades de vendas, tanto online como offline. Vejo como uma iniciativa que poderá ser adotada por outras empresas do varejo, pois melhora a experiência ao cliente.

Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil  

Os Benefícios do Cloud Computing no Varejo

Hoje li um texto muito interessante da Apparel Magazine, sobre como a tecnologia de Cloud Computing pode ajudar o varejo a atender as expectativas dos clientes. Em estudo entitulado "5 Ways to use Cloud Technology to Meet Customer Demand", a revista aborda os princípios da tecnologia e fornece os benefícios existentes.

Basicamente, além de todas as informações já utilizadas pelos varejistas na tomada de decisão (como informações contábeis, logísticas, de produção etc), que são originadas em localidades ao redor do globo, atualmente existe mais um cenário em que os clientes, através das mídias sociais e aplicações móveis, continuamente geram informações importantes para o varejo, e que devem ser analisadas.

Porém, com este vasto volume de informações, ter um processamento centralizado torna-se uma atividade inviável, principalmente do ponto de vista de custos. Isto ocorre devido ao fato de ocorrerem picos e vales nesta demanda computacional: "As there are peaks and valleys in consumer demand for your product, there are also peaks and valleys in how much computing power you need to throw at issues".

Basicamente existem três conceitos dentro da tecnologia de Cloud:

- IaaS (Infrastructure as a Service): Servidores para armazenagem das informações do cliente. Podem ser implementados no formato de Public Cloud ou Private Cloud;

- PaaS (Plastform as a Service): Plataforma virtual onde aplicações rodam, como banco de dados;

- SaaS (Software as a Service): Aplicações típicas do varejo, como PDV rodando na nuvem.

Alguns pontos-chave, indicados no artigo, que fazem com que a estratégia de Cloud Computing seja tão interessante para o varejo:

1. Grande capacidade de processamento sem a necessidade de grandes investimentos: devido a uma maior capacidade de processamento disponível, através do processamento na nuvem, as empresas podem analisar e digerir uma maior quantidade de informações. Relatórios podem ser gerados de uma forma mais constante (semanalmente por exemplo), não tendo o impeditivo de capacidade de processamento como uma barreira. Basicamente esta capacidade torna-se ilimitada;

2. Lançamento mais rápido de inovações: a geração atual da tecnologia é chamada de Cloud 2.0, que permite ao cliente analisar diferentes bases de informações, originárias tanto internamente na empresa, como das mídias sociais. Isto significa que as percepções das necessidades do mercado podem ser analisadas de uma forma muito mais rápida, tendo como resultado, decisões tomadas de forma mais eficazes (lançando novos produtos de uma forma mais rápida);

3. Mais fácil inclusão de novos fornecedores: a necessidade de lançamento constante de novos produtos, faz com que o tempo perdido na homologação de fornecedores e integração com sistemas de gestão, torna-se caminho crítico. Em uma solução de Cloud, tais necessidades podem ser atendidas de forma muito mais dinâmica;

4. Foco nas reais competência do varejo: os executivos de TI no varejo, tendem ao longo dos anos a investirem cada vez mais tempo na gestão de suas soluções de Cloud, do que aquisição e manutenção de servidores. Estes profissionais estarão cada vez mais trabalhando com os executivos de negócios, nas estratégias de uso das informações que a tecnologia provê;

5. Maior facilidade no acesso ao capital: enquanto que nos EUA, as taxas básicas de juros estão historicamente abaixo dos 3%, em países como Brasil, Índia e Bangladesh, tais taxas estão sempre acima dos 8% (em alguns casos até maiores). A tecnologia de Cloud Computing provê conectividade direta entre instituições financeiras nos EUA, importadores e fornecedores, de tal forma que os dados históricos de movimentações darão aos bancos, maiores seguranças na oferta de melhores taxas de empréstimos.

Portanto, Cloud Computing, além de ser um conceito do ponto de vista tecnológico, bem disruptivo, gera inúmeros outros benefícios ao varejo, com um único objetivo final: melhorar a experiência do cliente.

Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil