Mais um interessante case, divulgado na RFID Journal Brasil:
http://brasil.rfidjournal.com/artigos/vision?10793/
Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil
Ideias e opiniões em Tecnologias RFID, Mobilidade, Marketing Digital, Redes e Mídias sociais, para o Varejo
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Estruturando a empresa para um projeto de RFID
Um dos assuntos fundamentais para início dos projetos em RFID no varejo é como se estruturar de forma a obter o sucesso nos projetos. Muito provavelmente o varejista não possui as funções importantes para o projeto, porém adequações podem ocorrer para que os objetivo sejam alcançados.
Em relação à equipe do projeto, cito abaixo as principais funções a serem desempenhadas diretamente no projeto, e aqueles que deverão se envolver para o sucesso do projeto. Lembrando que considero importante a correta determinação de tais funções, para que, durante e depois do projeto, haja um consenso ou total entendimento de todos os benefícios alcançados (ou seja, que a empresa compre o projeto). Seguem as funções:
- Gerente do Projeto: assim como no fornecedor, no cliente também deverá existir esta função. Ele é, principalmente, a ponte utilizada pelo fornecedor, para obter as informações durante o projeto. A alta direção da empresa se comunicará diretamente com este recurso durante o projeto e, portanto, é a figura mais importante no projeto. Este recurso não necessariamente deve possuir uma função gerencial no cliente, mas deverá ter livre trânsito na empresa;
- Analista de TI: um recurso, com conhecimento nos sistemas da empresa (PDV e ERP) deverá se envolver no projeto. Mesmo que no projeto piloto não haja uma integração da solução RFID com os sistemas da empresa, existirão demandas do projeto que terão atuação direta deste recurso. Alguns exemplos: códigos de produtos e estrutura dos mesmos e infra-estrutura IP das lojas;
- Especialista Financeiro: Além de toda a responsabilidade nos pagamentos aos fornecedores, terá como grande objetivo o acompanhamento de indicadores para fins de cálculo de ROI. Em conjunto com o Especialista de Operações/Logística, obterá o conjunto de informações que dará segurança à empresa em realizar o rollout de projeto;
- Especialista de Operações/Logística: Possui o conhecimento dos processos internos, além do fluxo de produtos na cadeia. Farão parte de todas as análises e determinações de adequações em processos durante o projeto piloto, além da validação das tecnologias utilizadas (se estão adequadas aos processos);
- Diretoria: Acompanharão o projeto desde sua fase inicial, com as reuniões com fornecedores, e durante o projeto, participando ativamente do projeto, principalmente dando o suporte necessário ao Gerente do Projeto. Fundamental que haja no cliente a harmonia entre os diversos diretores da empresa.
Existem alguns outros recursos que poderão participar do projeto, como gerentes de prevenção de perdas e gerentes de marketing, mas estes poderão fazer parte do grupo de diretores da empresa.
Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil
Em relação à equipe do projeto, cito abaixo as principais funções a serem desempenhadas diretamente no projeto, e aqueles que deverão se envolver para o sucesso do projeto. Lembrando que considero importante a correta determinação de tais funções, para que, durante e depois do projeto, haja um consenso ou total entendimento de todos os benefícios alcançados (ou seja, que a empresa compre o projeto). Seguem as funções:
- Gerente do Projeto: assim como no fornecedor, no cliente também deverá existir esta função. Ele é, principalmente, a ponte utilizada pelo fornecedor, para obter as informações durante o projeto. A alta direção da empresa se comunicará diretamente com este recurso durante o projeto e, portanto, é a figura mais importante no projeto. Este recurso não necessariamente deve possuir uma função gerencial no cliente, mas deverá ter livre trânsito na empresa;
- Analista de TI: um recurso, com conhecimento nos sistemas da empresa (PDV e ERP) deverá se envolver no projeto. Mesmo que no projeto piloto não haja uma integração da solução RFID com os sistemas da empresa, existirão demandas do projeto que terão atuação direta deste recurso. Alguns exemplos: códigos de produtos e estrutura dos mesmos e infra-estrutura IP das lojas;
- Especialista Financeiro: Além de toda a responsabilidade nos pagamentos aos fornecedores, terá como grande objetivo o acompanhamento de indicadores para fins de cálculo de ROI. Em conjunto com o Especialista de Operações/Logística, obterá o conjunto de informações que dará segurança à empresa em realizar o rollout de projeto;
- Especialista de Operações/Logística: Possui o conhecimento dos processos internos, além do fluxo de produtos na cadeia. Farão parte de todas as análises e determinações de adequações em processos durante o projeto piloto, além da validação das tecnologias utilizadas (se estão adequadas aos processos);
- Diretoria: Acompanharão o projeto desde sua fase inicial, com as reuniões com fornecedores, e durante o projeto, participando ativamente do projeto, principalmente dando o suporte necessário ao Gerente do Projeto. Fundamental que haja no cliente a harmonia entre os diversos diretores da empresa.
Existem alguns outros recursos que poderão participar do projeto, como gerentes de prevenção de perdas e gerentes de marketing, mas estes poderão fazer parte do grupo de diretores da empresa.
Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Tablets no Varejo: os Fundamentos desta estratégia
Talvez um dos assuntos mais comentados no Blog seja a adoção de tecnologias móveis no piso de vendas. Este é um caminho que está em adoção, principalmente nos Estados Unidos e, muito em breve, também estará no mapa de investimentos do varejo nacional.
O ponto central desta discussão é compreender o comportamento do cliente hoje, identificando oportunidades de melhoria na experiência do cliente nas lojas. Atualmente, antes de saírem de casa, os clientes já realizam uma busca para obterem informações sobre produtos.
Faça o seguinte teste: digite fogão no Google. Logo na primeira página, aparecem ao menos 12 anúncios, de diferentes e-commmerces, além de publicidade de fogões usados. Ao clicar em uma das opções, você será levado à página da empresa, demonstrando diferentes modelos, fabricantes, especificações técnicas, preços. Além disto, com uma alteração para o Googlemaps, aparecerão os resultados de localidades, próximas onde você está, que vendem o produto. Ou seja, hoje o cliente está extremamente bem informado a respeito dos produtos ou serviços que quer adquirir.
Pois bem. Agora o cenário é o seguinte: ao invés de realizar a busca de informações dos produtos, o cliente vai direto a uma loja de shopping. Chegando lá, muito provavelmente as informações disponíveis sobre o produto será uma fração do volume disponível na internet (por exemplo na etiqueta do produto). Se o cliente tiver sorte, será abordado por um vendedor, que essencialmente possui poucas informações do cliente e do produto que ele quer. O máximo que terá é a informação do saldo em estoque da loja.
Daí vem a pergunta: como melhorar a experiência na Loja diminuindo assim este grande GAP entre o e-commerce e a compra nas lojas físicas?
Muitos varejistas nem sequer investem em rede wi-fi nas lojas. Tal infra-estrutura somente está disponível para atividades como recebimento de produtos e gestão de estoques. Além disto, muitos varejistas ainda acreditam que o investimento em equipamentos (tablets e smartphones) inviabiliza tal melhoria.
O fato é que o varejo precisa se movimentar neste sentido, caso contrário, as lojas físicas serão apenas um Showroom para a compra on-line. Pois bem. Listo abaixo uma lista de idéias e comentários sobre o emprego das tecnologias para a equipe de vendas, com o objetivo de melhorar a experiência do cliente:
- Terminais móveis para pagamento: filas nos caixas, principalmente em datas como Natal e Dia das Mães, comprometem e muito a experiência do cliente. Portanto, munir a equipe de vendas, com smartphones e apps que viabilizem o pagamento móvel é uma estratégia comprovadamente vitoriosa e diversos varejistas americanos já utilizam desta tecnologia;
- Tablets para equipe de vendas: consulta de estoques, levantamento de informações dos clientes, informações dos produtos etc. Munir a equipe de vendas com tais dispositivos eleva consideravelmente o nível de preparo da equipe de vendas, na abordagem com os clientes;
- Terminais de auto-atendimento: o chamado self-checkout já é muito adotado na Europa e Estados Unidos. Tal iniciativa melhora a experiência dos clientes, além de diminuir os custos com mão-de-obra;
- Disponibilidade de rede wi-fi para os clientes: oferecer acesso gratuito à rede e por exemplo, obter um cadastro básico dos mesmos.
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
Carrier eleva manufatura a patamar superior com RFID
Mais um interessante texto da RFID Journal Brasil:
http://brasil.rfidjournal.com/notas-do-editor/vision?10719/
http://brasil.rfidjournal.com/notas-do-editor/vision?10719/
RFID em uma economia em crescimento
Mais um interessante texto da RFID Journal Brasil:
http://brasil.rfidjournal.com/notas-do-editor/vision?10755
http://brasil.rfidjournal.com/notas-do-editor/vision?10755
terça-feira, 18 de junho de 2013
O que está guiando a próxima experiência no Varejo?
Um interessante estudo, desenvolvido pela Motorola "What´s Driving Tomorrow´s Retail Experience?", que em uma tradução livre seria "O que está guiando a próxima experiência no Varejo?", foi divulgado este ano e possui diversas informações importantes para o futuro do varejo.
O estudo foi realizado nos Estados Unidos, com 250 executivos do varejo, de diferentes tamanhos e volume de faturamento. Dentre as principais informações obtidas no estudo, relatadas pelos executivos do varejo estão:
- 41% acreditam que nos próximos 5 anos, será necessário prover aos clientes produtos personalizados, baseados em comportamentos anteriores, obtidos em um aplicativo de smartphone;
- 35% esperam reconhecer os clientes nas lojas, utilizando tecnologias de geolocalização ou presença;
- 42% esperam enviar cupons baseados na localização dos clientes dentro das lojas;
- acreditam que 56% das transações de venda serão completadas por aplicações móveis da loja, terminais de auto-atendimento e aplicações de pagamento do próprio cliente;
- acreditam que 42% das vendas virão do e-commerce e aplicações móveis;
A pesquisa também trouxe interessantes informações à respeito de comportamento de clientes nos pisos de venda, conforme abaixo:
- 55% dos clientes realizariam a compra de um produto, faltante no piso de vendas, caso um vendedor encontrasse o produto no estoque da loja;
- 68% dos clientes ainda comprariam um produto, indisponível na loja, caso fosse dada a possibilidade de entrega do produto na loja do cliente;
Em linhas gerais, estas informações podem ser trazidas também para a realidade brasileira. A partir destas informações, é possível determinar um plano de trabalho unindo tecnologias e processos no varejo, como:
1. Determinação clara de uma estratégia de mobilidade no piso de vendas;
2. Análise nos processos internos de atendimento ao cliente, identificando melhorias e oportunidades para os clientes que não encontram os produtos no piso de vendas;
3. Oferecer à equipe de vendas, tecnologias para melhor tomada de decisão no piso de vendas;
Os executivos do varejo já percebem a necessidade de mudança, o que falta é o plano de investimentos e ações para tal realidade identificada.
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
O estudo foi realizado nos Estados Unidos, com 250 executivos do varejo, de diferentes tamanhos e volume de faturamento. Dentre as principais informações obtidas no estudo, relatadas pelos executivos do varejo estão:
- 41% acreditam que nos próximos 5 anos, será necessário prover aos clientes produtos personalizados, baseados em comportamentos anteriores, obtidos em um aplicativo de smartphone;
- 35% esperam reconhecer os clientes nas lojas, utilizando tecnologias de geolocalização ou presença;
- 42% esperam enviar cupons baseados na localização dos clientes dentro das lojas;
- acreditam que 56% das transações de venda serão completadas por aplicações móveis da loja, terminais de auto-atendimento e aplicações de pagamento do próprio cliente;
- acreditam que 42% das vendas virão do e-commerce e aplicações móveis;
A pesquisa também trouxe interessantes informações à respeito de comportamento de clientes nos pisos de venda, conforme abaixo:
- 55% dos clientes realizariam a compra de um produto, faltante no piso de vendas, caso um vendedor encontrasse o produto no estoque da loja;
- 68% dos clientes ainda comprariam um produto, indisponível na loja, caso fosse dada a possibilidade de entrega do produto na loja do cliente;
Em linhas gerais, estas informações podem ser trazidas também para a realidade brasileira. A partir destas informações, é possível determinar um plano de trabalho unindo tecnologias e processos no varejo, como:
1. Determinação clara de uma estratégia de mobilidade no piso de vendas;
2. Análise nos processos internos de atendimento ao cliente, identificando melhorias e oportunidades para os clientes que não encontram os produtos no piso de vendas;
3. Oferecer à equipe de vendas, tecnologias para melhor tomada de decisão no piso de vendas;
Os executivos do varejo já percebem a necessidade de mudança, o que falta é o plano de investimentos e ações para tal realidade identificada.
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
Sobre o Autor
Bruno Calaça, Engenheiro Eletrônico pela Universidade Federal de Uberlândia, MBA em Marketing pela ESPM e Pós-graduado em Administração de Empresas pelo INSPER.
Possui experiência em tecnologias de telecomunicações e de Store Performance, tendo atuado em grandes empresas do mercado de telecomunicações e TI, como Grupo Algar, Alcatel-Lucent, Oi, Grupo Linx e atualmente Sensormatic.
Responsável pela Gestão dos Produtos em RFID da Sensormatic no Brasil, possui experiência em grandes projetos de RFID no varejo, além das funções desempenhadas na gestão de produtos, como prospecção de clientes, elaboração de propostas comerciais, gestão de equipe, análise de indicadores financeiros etc.
Como principais conhecimentos e experiências: Tecnologias móveis, meios de pagamento, mídias sociais, marketing digital, aplicativos móveis, e-commerce e RFID.
Possui experiência em tecnologias de telecomunicações e de Store Performance, tendo atuado em grandes empresas do mercado de telecomunicações e TI, como Grupo Algar, Alcatel-Lucent, Oi, Grupo Linx e atualmente Sensormatic.
Responsável pela Gestão dos Produtos em RFID da Sensormatic no Brasil, possui experiência em grandes projetos de RFID no varejo, além das funções desempenhadas na gestão de produtos, como prospecção de clientes, elaboração de propostas comerciais, gestão de equipe, análise de indicadores financeiros etc.
Como principais conhecimentos e experiências: Tecnologias móveis, meios de pagamento, mídias sociais, marketing digital, aplicativos móveis, e-commerce e RFID.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Lojas da Microsoft na Best Buy reforçam posicionamento
A Microsoft inicia forte ação de posicionamento da marca em lojas da Best Buy. Dentro das lojas da rede, serão criadas lojas nomeadas Windows Store, assim como já realizado anteriormente pela Samsung e Apple. Tal iniciativa será realizada em mais de 500 lojas nos Estados Unidos e 100 lojas no Canadá.
Tais lojas irão demonstrar diversos produtos, incluindo toda a linha de produtos para Computadores, Smartphones, Tablets e XBOX. Através desta iniciativa, a Best Buy pretende melhorar a experiência do cliente. De acordo com a empresa: "Nós acreditamos que as Windows Stores irão oferecer uma melhor experiência a nossos clientes. Nossos clientes nos dizem que querem a última e melhor tecnologia e as lojas da Microsoft serão o lugar ideal para ver, testar e comprar os equipamentos Microsoft e seus acessórios".
Tal modelo de parceria é muito interessante tanto para o varejo como para a indústria. A iniciativa da Samsung, por exemplo está sendo bastante positiva, de acordo com executivos da Best Buy. Tais ambientes inserem o consumidor no universo da marca. É uma forma também dos clientes terem o interesse em irem à uma Best Buy, terem esta experiência.
Abaixo link do vídeo da iniciativa:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=5ymkip6gEKo
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
Tais lojas irão demonstrar diversos produtos, incluindo toda a linha de produtos para Computadores, Smartphones, Tablets e XBOX. Através desta iniciativa, a Best Buy pretende melhorar a experiência do cliente. De acordo com a empresa: "Nós acreditamos que as Windows Stores irão oferecer uma melhor experiência a nossos clientes. Nossos clientes nos dizem que querem a última e melhor tecnologia e as lojas da Microsoft serão o lugar ideal para ver, testar e comprar os equipamentos Microsoft e seus acessórios".
Tal modelo de parceria é muito interessante tanto para o varejo como para a indústria. A iniciativa da Samsung, por exemplo está sendo bastante positiva, de acordo com executivos da Best Buy. Tais ambientes inserem o consumidor no universo da marca. É uma forma também dos clientes terem o interesse em irem à uma Best Buy, terem esta experiência.
Abaixo link do vídeo da iniciativa:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=5ymkip6gEKo
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
Comparativo básico Tecnologia Anti-furto AM e RFID
Uma das questões levantadas por diversos varejistas, sobre a tecnologia RFID, é sobre o uso desta também como tecnologia anti-furto. Analisando tecnicamente ambas as tecnologias, é possível determinar sob diferentes óticas, um comparativo para melhor esclarecimento.
Porém, o ponto central da discussão é que as tecnologias possuem aplicações distintas. A Acusto Magnética, também conhecida como AM, possui aplicação voltada para anti-furto. Já a RFID, possui aplicação voltada para Store Performance e gestão da cadeia de suprimentos. Quando aplicadas em conjunto, darão ao varejista excelentes resultados. Segue análise sob a ótica de anti-furto somente:
1. Frequência de utilização: a tecnologia AM trabalha com baixa frequência (58kHz) e sua transmissão é por campo magnético. Já a tecnologia RFID, trabalha na frequência de 915MHz, e sua transmissão se dá por ondas de rádio;
2. Desempenho como Anti-furto: a tecnologia AM, não é afetada por líquidos ou corpo humano, diferentemente da tecnologia RFID. A tecnologia AM é detectada imediatamente ao acionamento, não necessitando de um processamento remoto, como na tecnologia RFID. Portanto, consegue detectar o furto mais rapidamente;
3. Eletrônica: no AM toda a eletrônica esta integrada nos pedestais. Já a tecnologia RFID é separada em módulos (leitores, antenas, servidor de processamento). Isto também implica no maior tempo de processamento;
4. Custo: para a aplicação anti-furto, o custo da implantação do AM é menor que ao RFID;
5. Distância de detecção: na tecnologia AM, a frequência é adequada para amplas aberturas de portas. Já na tecnologia RFID, o objetivo muitas vezes é o confinamento do sinal, para melhorar a identificação das etiquetas;
Portanto, em uma análise técnica básica, a tecnologia AM é mais adequada para a aplicação anti-furto, quando comparada ao RFID. Logicamente este é o cenário encontrado hoje.
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
Porém, o ponto central da discussão é que as tecnologias possuem aplicações distintas. A Acusto Magnética, também conhecida como AM, possui aplicação voltada para anti-furto. Já a RFID, possui aplicação voltada para Store Performance e gestão da cadeia de suprimentos. Quando aplicadas em conjunto, darão ao varejista excelentes resultados. Segue análise sob a ótica de anti-furto somente:
1. Frequência de utilização: a tecnologia AM trabalha com baixa frequência (58kHz) e sua transmissão é por campo magnético. Já a tecnologia RFID, trabalha na frequência de 915MHz, e sua transmissão se dá por ondas de rádio;
2. Desempenho como Anti-furto: a tecnologia AM, não é afetada por líquidos ou corpo humano, diferentemente da tecnologia RFID. A tecnologia AM é detectada imediatamente ao acionamento, não necessitando de um processamento remoto, como na tecnologia RFID. Portanto, consegue detectar o furto mais rapidamente;
3. Eletrônica: no AM toda a eletrônica esta integrada nos pedestais. Já a tecnologia RFID é separada em módulos (leitores, antenas, servidor de processamento). Isto também implica no maior tempo de processamento;
4. Custo: para a aplicação anti-furto, o custo da implantação do AM é menor que ao RFID;
5. Distância de detecção: na tecnologia AM, a frequência é adequada para amplas aberturas de portas. Já na tecnologia RFID, o objetivo muitas vezes é o confinamento do sinal, para melhorar a identificação das etiquetas;
Portanto, em uma análise técnica básica, a tecnologia AM é mais adequada para a aplicação anti-furto, quando comparada ao RFID. Logicamente este é o cenário encontrado hoje.
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Datacenter brasileiro reduz custos e perdas graças à RFID
Mais um excelente case divulgado pela RFID Journal Brasil:
http://brasil.rfidjournal.com/estudos-de-caso/vision?10748/
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
http://brasil.rfidjournal.com/estudos-de-caso/vision?10748/
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
e-commerce no varejo
Uma das grandes decisões que o varejo deve tomar é: como devo implementar minha estratégia de e-commerce? Que ele deve implementar, muito provavelmente por se tratar de varejo, faz total sentido. Muito provavelmente a melhor estratégia é o outsourcing do e-commerce.
Existem diferentes estratégias para implementar um e-commerce. Lembrando que um e-commerce não é somente um website para que os clientes possam realizar o pedido, mas envolve também gestão de estoques, entrega dos produtos, devoluções etc. Basicamente temos três estratégias que podem ser adotadas:
- Nível 1: A manutenção do website é realizada por um terceiro. O desenvolvimento, incluindo novas funcionalidades e serviços, é feito internamente pelo varejista;
- Nível 2: Modelo onde o prestador de serviços ganha uma comissão por venda de cada uma das unidades (normalmente de 2 a 3%). Basicamente o provedor gerencia a implementação do site e hosting. Já o varejista cuida da parte de merchandising, pagamentos, e-mail marketing etc;
- Nível 3: Modelo mais completo, onde o prestador de serviços absorve praticamente toda a operação do varejista, como: tecnologia, merchandising, contato com o cliente, call center, processamento de pagamentos, e-mail marketing e atualizações de produtos e serviços.
São inúmeras as vantagens de implementar um e-commerce com um parceiro. Dentre elas, enumero as principais:
- Rápida implementação do e-commerce e de forma mais barata, quando comparado ao desenvolvimento dentro de casa;
- Absorção de conhecimento sobre e-commerce que não seria possível caso o desenvolvimento se desse dentro de casa. Tais empresas já implementaram centenas de projetos e todos os aspectos técnicos e dificuldades, que poderiam ocorrer em um desenvolvimento próprio, não serão problemas no projeto;
- Diminuição nos riscos de implementação.
Cada vez mais acredito na terceirização do e-commerce. Mais e mais companhias do varejo ao redor do mundo estão focando seus esforços em seu core business, que com certeza não é desenvolvimento de código.
Soma-se a isto, a própria terceirização dos serviços de distribuição. Mas este assunto merece um tópico futuro neste blog!
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
Store Performance é melhorar a experiência do Cliente
Store Performance, em minha opinião, é o conjunto de métodos gerenciais, processos e tecnologias que podem melhorar a experiência do cliente, e consequentemente, agregar valor para o acionista.
Portanto, não serão apenas tecnologias de última geração na loja que efetivamente trarão esta melhoria. A simples adoção de determinados processos, utilizando-se das tecnologias atuais, trarão uma grande mudança na organização. Alguns dos exemplos:
- Correta definição das metas gerenciais: primeiramente é importante definir metas gerenciais (muitas empresas não definem, tendo informalmente os resultados medidos por outros aspectos muitas vezes desconhecidos dos próprios gestores). Quais metas estão melhores definidas para o nível gerencial: 1. Aumento de vendas em 5% ou 2. Diminuição em 50% na ruptura no piso de vendas?
Há meu ver, para o nível gerencial de loja, a meta 2 é mais adequada. A meta 1 seria para o nível de diretoria. Abaixo desta meta, teríamos o conjunto de metas do nível gerencial, que dariam sustentação à meta 1.
- Estabelecimento de processos orientados: mapeamento dos processos e identificação de melhorias é uma excelente ferramenta para identificação de gargalos nos processos do varejo. Por exemplo: análise do processo de reposição de produtos no piso de vendas. Este processo está mapeado? É de conhecimento de toda a organização? Existem SLAs definidos e periodicidade para que ocorra a atividade? Quais tecnologias são definidas pela organização para realizar a atividade?
- Auditorias internas: as auditorias devem ocorrer periodicamente na empresa, principalmente verificando se os processos estão de acordo com o planejamento. Além disto, análises de estoques, disponibilidade de produtos, processos de recebimentos etc, também devem ocorrer;
- Acompanhamento de indicadores: é comum que não haja reuniões semanais de acompanhamento de indicadores. Infelizmente. Mas tal processo deve ser implantado. As metas, principalmente referentes a piso de vendas, devem ser acompanhadas diretamente pela administração da empresa;
Logicamente, a tecnologia proporciona um aumento de eficiência nos processos, além de agregar valor à marca, conforme temos visto nas discussões recentes do blog.
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
Portanto, não serão apenas tecnologias de última geração na loja que efetivamente trarão esta melhoria. A simples adoção de determinados processos, utilizando-se das tecnologias atuais, trarão uma grande mudança na organização. Alguns dos exemplos:
- Correta definição das metas gerenciais: primeiramente é importante definir metas gerenciais (muitas empresas não definem, tendo informalmente os resultados medidos por outros aspectos muitas vezes desconhecidos dos próprios gestores). Quais metas estão melhores definidas para o nível gerencial: 1. Aumento de vendas em 5% ou 2. Diminuição em 50% na ruptura no piso de vendas?
Há meu ver, para o nível gerencial de loja, a meta 2 é mais adequada. A meta 1 seria para o nível de diretoria. Abaixo desta meta, teríamos o conjunto de metas do nível gerencial, que dariam sustentação à meta 1.
- Estabelecimento de processos orientados: mapeamento dos processos e identificação de melhorias é uma excelente ferramenta para identificação de gargalos nos processos do varejo. Por exemplo: análise do processo de reposição de produtos no piso de vendas. Este processo está mapeado? É de conhecimento de toda a organização? Existem SLAs definidos e periodicidade para que ocorra a atividade? Quais tecnologias são definidas pela organização para realizar a atividade?
- Auditorias internas: as auditorias devem ocorrer periodicamente na empresa, principalmente verificando se os processos estão de acordo com o planejamento. Além disto, análises de estoques, disponibilidade de produtos, processos de recebimentos etc, também devem ocorrer;
- Acompanhamento de indicadores: é comum que não haja reuniões semanais de acompanhamento de indicadores. Infelizmente. Mas tal processo deve ser implantado. As metas, principalmente referentes a piso de vendas, devem ser acompanhadas diretamente pela administração da empresa;
Logicamente, a tecnologia proporciona um aumento de eficiência nos processos, além de agregar valor à marca, conforme temos visto nas discussões recentes do blog.
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
Aplicativo móvel do e-bay oferece ofertas de última hora a seus clientes
O eBay, gigante do comércio eletrônico acaba de lançar uma grande promoção para o dia dos pais, através de seu aplicativo "eBay Now App". Através deste, os clientes podem buscar promoções de última hora, em centenas de redes varejistas, como Home Depot, Macy´s, Best Buy, Guitar Center etc.
O serviço permite que os produtos sejam entregues em até 1 hora após o pedido. Atualmente está disponível nas cidades de San Francisco, New York e San Jose.
De acordo com Dane Glasgow, vice presidente de mobilidade da eBay, "o Bay está focado em entregar oportunidades de escolha e conveniência aos clientes. Através do eBay Now, os clientes podem comprar produtos quando quiserem e de onde estiverem".
Especificamente sobre o dia dos pais, o eBay está oferecendo um cupom de desconte de US$10, utilizando um código de autenticação, para os pedidos feitos entre 14 e 16 de Junho.
Ainda de acordo com a executiva "a linha que separa o mundo online do offline está sendo continuamente apagada e o eBay está provendo aos clientes outro canal de interação com nossa marca".
Mais um exemplo da importância de uma boa estratégia de mobilidade no varejo.
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
O serviço permite que os produtos sejam entregues em até 1 hora após o pedido. Atualmente está disponível nas cidades de San Francisco, New York e San Jose.
De acordo com Dane Glasgow, vice presidente de mobilidade da eBay, "o Bay está focado em entregar oportunidades de escolha e conveniência aos clientes. Através do eBay Now, os clientes podem comprar produtos quando quiserem e de onde estiverem".
Especificamente sobre o dia dos pais, o eBay está oferecendo um cupom de desconte de US$10, utilizando um código de autenticação, para os pedidos feitos entre 14 e 16 de Junho.
Ainda de acordo com a executiva "a linha que separa o mundo online do offline está sendo continuamente apagada e o eBay está provendo aos clientes outro canal de interação com nossa marca".
Mais um exemplo da importância de uma boa estratégia de mobilidade no varejo.
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Tablets no Piso de Vendas: uma tendência que melhorará a experiência do cliente
Uma das tendências que vem sendo identificada no varejo americano é o uso de tablets no pisto de vendas. Basicamente, a equipe de vendedores teria em mãos um dispositivo móvel para consulta de produtos e serviços, melhorando assim a experiência do cliente.
Porém, saliento alguns pontos, antes de imaginarmos esta tendência também aqui no Brasil:
1. Será que este vendedor, teria total foco no uso da aplicação somente para melhorar a experiência do cliente?
2. Do ponto de vista de aplicações, já existem no mercado soluções disponíveis para implementação imediata no varejo?
3. Qual será a percepção do cliente sobre um vendedor atendê-lo com um tablet em mãos? O cliente estará mais interessado no tablet ou no produto?
4. Existem outras alternativas aos tablets?
5. Que tipo de serviços, ainda inexistentes, poderiam ser agregados à rotina da loja, utilizando tais terminais?
Primeiramente, já venho indicando esta tendência no Blog, em artigos anteriores e, vejo muito positiva a iniciativa. Talvez, para determinadas lojas, seja uma aplicação mais interessante, como grandes lojas varejistas, onde o cliente escolhe seu produto, sem o contato direto com o vendedor. Neste cenário, a aplicação poderia ser utilizada para:
- Informar tendências e novidades;
- Consulta de preços;
- Consulta de disponibilidade do produto em estoque;
- Pagamentos (utilizando pagamentos móveis);
- Interatividade com o cliente, através de uma integração com sistemas CRM da Loja;
Vejo que, uma iniciativa de tablets em lojas, em conjunto com aplicações para IOS e Android, poderiam ser utilizadas. Determinadas lojas poderiam por exemplo disponibilizar os tablets para os clientes navegarem em seus aplicativos da rede, realizando aí, interações com os clientes.
Como alternativas aos tablets estão os próprios smartphones, que possuem o benefício de serem menores, facilitando portanto o uso pela equipe de vendas.
São inúmeras as oportunidades e cases já em implantação. Com certeza este é um assunto que irei divulgar cada vez mais no Blog.
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
Editor do Blog Store Performance Brasil
Iniciativa da Sephora nos EUA mostra um bom exemplo de mobilidade no varejo
A Sephora, rede de perfumarias, lançou o aplicativo My Beaty Bag, aparentemente somente disponível nos EUA. Com ele, os clientes podem realizar consulta de preços, marcar os produtos preferidos, organizá-los e acompanhar status de pedidos.
De acordo com Johnna Marcus, diretora de marketing da empresa: "Na Sephora, o meio digital está em nosso DNA. Cada vez mais pensamos em como fazer o mundo online e offline convergirem, melhorando assim a experiência do cliente".
Através do aplicativo, os clientes podem pesquisar as ofertas de batons, perfumes e cremes, comprarem de onde estiverem e recomendar produtos aos amigos.
Basicamente o aplicativo está dividido em duas partes: 1. Pesquisas; 2. "Loves", que são os produtos preferidos do usuário. Todas as pesquisas feitas diretamente nas lojas, são marcadas na aba "Loves".
Clientes podem realizar as pesquisas por marca, nome do produto, preferências etc.
Trata-se de uma grande iniciativa, tendo em vista que a empresa pode analisar os dados, identificando oportunidades de vendas, tanto online como offline. Vejo como uma iniciativa que poderá ser adotada por outras empresas do varejo, pois melhora a experiência ao cliente.
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
Os Benefícios do Cloud Computing no Varejo
Hoje li um texto muito interessante da Apparel Magazine, sobre como a tecnologia de Cloud Computing pode ajudar o varejo a atender as expectativas dos clientes. Em estudo entitulado "5 Ways to use Cloud Technology to Meet Customer Demand", a revista aborda os princípios da tecnologia e fornece os benefícios existentes.
Basicamente, além de todas as informações já utilizadas pelos varejistas na tomada de decisão (como informações contábeis, logísticas, de produção etc), que são originadas em localidades ao redor do globo, atualmente existe mais um cenário em que os clientes, através das mídias sociais e aplicações móveis, continuamente geram informações importantes para o varejo, e que devem ser analisadas.
Porém, com este vasto volume de informações, ter um processamento centralizado torna-se uma atividade inviável, principalmente do ponto de vista de custos. Isto ocorre devido ao fato de ocorrerem picos e vales nesta demanda computacional: "As there are peaks and valleys in consumer demand for your product, there are also peaks and valleys in how much computing power you need to throw at issues".
Basicamente existem três conceitos dentro da tecnologia de Cloud:
- IaaS (Infrastructure as a Service): Servidores para armazenagem das informações do cliente. Podem ser implementados no formato de Public Cloud ou Private Cloud;
- PaaS (Plastform as a Service): Plataforma virtual onde aplicações rodam, como banco de dados;
- SaaS (Software as a Service): Aplicações típicas do varejo, como PDV rodando na nuvem.
Alguns pontos-chave, indicados no artigo, que fazem com que a estratégia de Cloud Computing seja tão interessante para o varejo:
1. Grande capacidade de processamento sem a necessidade de grandes investimentos: devido a uma maior capacidade de processamento disponível, através do processamento na nuvem, as empresas podem analisar e digerir uma maior quantidade de informações. Relatórios podem ser gerados de uma forma mais constante (semanalmente por exemplo), não tendo o impeditivo de capacidade de processamento como uma barreira. Basicamente esta capacidade torna-se ilimitada;
2. Lançamento mais rápido de inovações: a geração atual da tecnologia é chamada de Cloud 2.0, que permite ao cliente analisar diferentes bases de informações, originárias tanto internamente na empresa, como das mídias sociais. Isto significa que as percepções das necessidades do mercado podem ser analisadas de uma forma muito mais rápida, tendo como resultado, decisões tomadas de forma mais eficazes (lançando novos produtos de uma forma mais rápida);
3. Mais fácil inclusão de novos fornecedores: a necessidade de lançamento constante de novos produtos, faz com que o tempo perdido na homologação de fornecedores e integração com sistemas de gestão, torna-se caminho crítico. Em uma solução de Cloud, tais necessidades podem ser atendidas de forma muito mais dinâmica;
4. Foco nas reais competência do varejo: os executivos de TI no varejo, tendem ao longo dos anos a investirem cada vez mais tempo na gestão de suas soluções de Cloud, do que aquisição e manutenção de servidores. Estes profissionais estarão cada vez mais trabalhando com os executivos de negócios, nas estratégias de uso das informações que a tecnologia provê;
5. Maior facilidade no acesso ao capital: enquanto que nos EUA, as taxas básicas de juros estão historicamente abaixo dos 3%, em países como Brasil, Índia e Bangladesh, tais taxas estão sempre acima dos 8% (em alguns casos até maiores). A tecnologia de Cloud Computing provê conectividade direta entre instituições financeiras nos EUA, importadores e fornecedores, de tal forma que os dados históricos de movimentações darão aos bancos, maiores seguranças na oferta de melhores taxas de empréstimos.
Portanto, Cloud Computing, além de ser um conceito do ponto de vista tecnológico, bem disruptivo, gera inúmeros outros benefícios ao varejo, com um único objetivo final: melhorar a experiência do cliente.
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
Basicamente, além de todas as informações já utilizadas pelos varejistas na tomada de decisão (como informações contábeis, logísticas, de produção etc), que são originadas em localidades ao redor do globo, atualmente existe mais um cenário em que os clientes, através das mídias sociais e aplicações móveis, continuamente geram informações importantes para o varejo, e que devem ser analisadas.
Porém, com este vasto volume de informações, ter um processamento centralizado torna-se uma atividade inviável, principalmente do ponto de vista de custos. Isto ocorre devido ao fato de ocorrerem picos e vales nesta demanda computacional: "As there are peaks and valleys in consumer demand for your product, there are also peaks and valleys in how much computing power you need to throw at issues".
Basicamente existem três conceitos dentro da tecnologia de Cloud:
- IaaS (Infrastructure as a Service): Servidores para armazenagem das informações do cliente. Podem ser implementados no formato de Public Cloud ou Private Cloud;
- PaaS (Plastform as a Service): Plataforma virtual onde aplicações rodam, como banco de dados;
- SaaS (Software as a Service): Aplicações típicas do varejo, como PDV rodando na nuvem.
Alguns pontos-chave, indicados no artigo, que fazem com que a estratégia de Cloud Computing seja tão interessante para o varejo:
1. Grande capacidade de processamento sem a necessidade de grandes investimentos: devido a uma maior capacidade de processamento disponível, através do processamento na nuvem, as empresas podem analisar e digerir uma maior quantidade de informações. Relatórios podem ser gerados de uma forma mais constante (semanalmente por exemplo), não tendo o impeditivo de capacidade de processamento como uma barreira. Basicamente esta capacidade torna-se ilimitada;
2. Lançamento mais rápido de inovações: a geração atual da tecnologia é chamada de Cloud 2.0, que permite ao cliente analisar diferentes bases de informações, originárias tanto internamente na empresa, como das mídias sociais. Isto significa que as percepções das necessidades do mercado podem ser analisadas de uma forma muito mais rápida, tendo como resultado, decisões tomadas de forma mais eficazes (lançando novos produtos de uma forma mais rápida);
3. Mais fácil inclusão de novos fornecedores: a necessidade de lançamento constante de novos produtos, faz com que o tempo perdido na homologação de fornecedores e integração com sistemas de gestão, torna-se caminho crítico. Em uma solução de Cloud, tais necessidades podem ser atendidas de forma muito mais dinâmica;
4. Foco nas reais competência do varejo: os executivos de TI no varejo, tendem ao longo dos anos a investirem cada vez mais tempo na gestão de suas soluções de Cloud, do que aquisição e manutenção de servidores. Estes profissionais estarão cada vez mais trabalhando com os executivos de negócios, nas estratégias de uso das informações que a tecnologia provê;
5. Maior facilidade no acesso ao capital: enquanto que nos EUA, as taxas básicas de juros estão historicamente abaixo dos 3%, em países como Brasil, Índia e Bangladesh, tais taxas estão sempre acima dos 8% (em alguns casos até maiores). A tecnologia de Cloud Computing provê conectividade direta entre instituições financeiras nos EUA, importadores e fornecedores, de tal forma que os dados históricos de movimentações darão aos bancos, maiores seguranças na oferta de melhores taxas de empréstimos.
Portanto, Cloud Computing, além de ser um conceito do ponto de vista tecnológico, bem disruptivo, gera inúmeros outros benefícios ao varejo, com um único objetivo final: melhorar a experiência do cliente.
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
Consultoria em RFID: qual a importância para o varejo?
Muitos varejistas no Brasil já vislumbram a tecnologia RFID como o próximo passo em investimentos, com o objetivo de melhorar a experiência do cliente. Além de atuar em rupturas nas lojas, aumentar a visibilidade de estoques e aumentarem a acurácia de produtos em toda a cadeia, outro grande benefício está na melhoria operacional em diversos processos.
Mas como o varejista consegue materializar sonho em realidade? Simples. Ele necessita da contratação de um Consultor em RFID. Este é um profissional capacitado, que possui experiência em projetos RFID no varejo e irá determinar:
- Retorno sobre Investimento na Tecnologia;
- Adequações em Processos;
- Escopo e Gestão do projeto Piloto;
- Fornecedores disponíveis de Etiquetas, Hardware, Software, Integrações e Serviços.
Muitos fornecedores, oferecem este tipo de serviço (pago). Mas muito provavelmente o varejista possui a cultura interna de não pagar pelo serviço de consultoria. Digo: isto tem que mudar! É um trabalho de extremo valor. Existem muitos poucos profissionais no mercado brasileiro capazes de realizarem este trabalho tão importante e com qualidade. Pode ser que algum fornecedor tenha a capacidade de fornecer gratuitamente o serviço, mas via de regra, é um serviço pago.
No mínimo, este consultor precisará visitar lojas e centros de distribuição, realizar reuniões com o varejista, realizar diversos cálculos, aprovar a sua linha de raciocínio com os stakeholders envolvidos e criar o relatório final.
Depois disso, viria o Projeto Piloto, que é algo a parte. Pode ser que o varejista opte somente pelo relatório de retorno sobre investimentos e, posteriormente, implemente o projeto piloto (que deverá ocorrer!).
Portanto, é um investimento muito baixo, tendo em vista uma maior segurança na tomada de decisão.
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
Mas como o varejista consegue materializar sonho em realidade? Simples. Ele necessita da contratação de um Consultor em RFID. Este é um profissional capacitado, que possui experiência em projetos RFID no varejo e irá determinar:
- Retorno sobre Investimento na Tecnologia;
- Adequações em Processos;
- Escopo e Gestão do projeto Piloto;
- Fornecedores disponíveis de Etiquetas, Hardware, Software, Integrações e Serviços.
Muitos fornecedores, oferecem este tipo de serviço (pago). Mas muito provavelmente o varejista possui a cultura interna de não pagar pelo serviço de consultoria. Digo: isto tem que mudar! É um trabalho de extremo valor. Existem muitos poucos profissionais no mercado brasileiro capazes de realizarem este trabalho tão importante e com qualidade. Pode ser que algum fornecedor tenha a capacidade de fornecer gratuitamente o serviço, mas via de regra, é um serviço pago.
No mínimo, este consultor precisará visitar lojas e centros de distribuição, realizar reuniões com o varejista, realizar diversos cálculos, aprovar a sua linha de raciocínio com os stakeholders envolvidos e criar o relatório final.
Depois disso, viria o Projeto Piloto, que é algo a parte. Pode ser que o varejista opte somente pelo relatório de retorno sobre investimentos e, posteriormente, implemente o projeto piloto (que deverá ocorrer!).
Portanto, é um investimento muito baixo, tendo em vista uma maior segurança na tomada de decisão.
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
terça-feira, 11 de junho de 2013
Google compra Waze: quais as oportunidades para o varejo?
De acordo com o Website Techcrunch, Google adquiriu o Waze por 1,1 bilhões de dólares. O negócio está fechado, eliminando os rumores de que o Facebook poderia adquirir a rede social de localização, que possui atualmente 50 milhões de usuários, dos quais 24% são usuários que vivem nos Estados Unidos.
Na semana passada, fiz uma análise sobre as possibilidades que existiriam para usuários e varejo, caso uma aquisição pelo Facebook fosse efetuada. Apenas retomando o assunto, citei:
Bom, na realidade as oportunidades realmente ainda são mantidas. Em alguns pontos inclusive até maximizadas:
Mas, ainda é um negócio novo, cujas oportunidades de negócios são guardadas a 7 chaves!
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
Na semana passada, fiz uma análise sobre as possibilidades que existiriam para usuários e varejo, caso uma aquisição pelo Facebook fosse efetuada. Apenas retomando o assunto, citei:
- Venda de espaço publicitário, diretamente nos mapas dos usuários, de acordo com o perfil do Facebook. Isto significa que a mesma rua, trafegada por diferentes usuários, poderá receber diferentes publicidades, maximizando assim as receitas;
- No futuro, integração do Serviço com Outdoors inteligentes: dependendo do público, o outdoor se auto-ajusta, garantindo assim uma publicidade segmentada, considerando o exato momento de passagem pela via;
- Integração da solução com programas de fidelidade: o Waze já pontua os usuários de acordo com seu consumo e ajuda à outros “Wazers”. Estes pontos poderiam ser vendidos a redes varejistas, para serem utilizados, por exemplo, para publicidades no Facebook, ou até mesmo no Waze;
Bom, na realidade as oportunidades realmente ainda são mantidas. Em alguns pontos inclusive até maximizadas:
- Google poderá anexar a publicidade do varejo, de acordo com a localização do usuário. Através do Googlemaps, o Google já possui o mapeamento de todos os estabelecimentos nas localidades. Esta integração, possibilitará a anunciantes expandirem suas fronteiras publicitárias, alcançando um público ainda mais segmentado;
- Uma pesquisa no Waze, poderá indicar anúncios do Google. Por exemplo: um usuário, ao invés de digitar um endereço no Waze, digitará por exemplo "Walmart Barueri". Automaticamente, o local será encontrado, melhorando portanto a experiência do usuário;
- Integração com Google +: A rede social do Google, atualmente com 250 milhões de usuários, poderá se integrar com o Waze, melhorando também a experiência do serviço, inclusive, agregando ferramentas de comunicação no Waze;
Mas, ainda é um negócio novo, cujas oportunidades de negócios são guardadas a 7 chaves!
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
Expansão da Amazon no mundo móvel mostra mais uma vez que o varejo precisa de uma forte estratégia em mobilidade
O serviço
da Amazon, chamado AmazonFresh (www.amazonfresh.com
), disponível também para iOS e Android, recebeu nova atualização. Os clientes,
além de poderem realizar seus pedidos diretamente do aplicativo, podem também
comprar no website. Atualmente o
serviço está disponível somente para as cidades de Los Angeles e Seattle, mas
há previsão de expansão para mais 20 localidades.
Mais de
500.000 produtos podem ser adquiridos através do serviço, e entregues
diretamente na casa dos clientes. “Consumers expect a mobile experience around
shopping whether it is pick up in-store or delivery”, diz Rebecca Roose, gerente de marketing da
MyWebGrocer, provedora de soluções em mobile
commerce (www.mywebgrocer.com).
A empresa desenvolve soluções de mobile commerce para varejistas americanos e forneceu a solução
para a Amazon. De acordo com a Amazon, 30% dos pedidos do segmento de doces são
realizados pelo aplicativo móvel. “Mobile is a huge driver for consumer shopping
expectations. Mobile for grocery retailers means an increase in wallet
share and retention”.
Alguns dos serviços adicionais disponíveis no aplicativo são:
receitas, cupons, descontos, integração com redes sociais, cartão presente etc.
A Amazon é um bom exemplo de empresa que se move na direção
das expectativas dos clientes.
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
Pesquisas indicam uma discrepância entre comportamento dos clientes e investimentos em Store Performance no varejo
Acredito
que no futuro, o varejo deverá estar cada vez mais próximo do indivíduo. Isto
significa que no futuro, a equipe de vendas saberá o nome do cliente e suas
necessidades, através de diversas tecnologias ao alcance deles.
Porém alguns
dados de diversas fontes, relativos ao mercado americano, indicam que a
velocidade do varejo ainda não consegue acompanhar o comportamento e necessidades
dos clientes:
- A
média de tempo de resposta a posts de
clientes nas redes sociais é de sete horas, ou seja, um tempo bem maior que o
aceitável pelo cliente, para não realizar uma pesquisa no concorrente;
- O
tempo médio gasto em aplicativos móveis é de 127 minutos por dia, bem próximo
dos 168 minutos gastos em TV. Porém, os orçamentos destinados às
aplicações móveis não são nem uma fração dos gastos na TV;
- 31%
dos varejistas ainda não acreditam no uso de soluções móveis nas lojas,
pensando que são apenas uma forma de distração. Porém, pesquisas com clientes indicam
que, quando munidos de aplicações como QR
Codes ou apps para busca de
preços, estes aumentam sua interação com a loja, realizando pesquisas ali
mesmo;
- 54%
dos clientes consideram finalizar um relacionamento com uma loja caso não tenham
marca própria, conteúdo relevante e ofertas constantes;
Ou seja, o
que realmente o varejo está aguardando para investir em Store Performance, munindo seus vendedores com Tablets, integrando as soluções de BI e CRM, oferencendo aos
clientes rede wi-fi gratuita e
aplicativos para interação dos clientes na lojas, melhorando assim a
experiência do cliente?
Recentemente
no Forrester North America CIO fórum,
cujo tema era “CIO´s World In 2020”,
foram obtidos os seguintes resultados:
- 80% acreditam que a tecnologia no varejo será um diferencial;
- 85% acreditam que a maior parte das tecnologias serão providas via Cloud Computing;
- 90% acreditam que a estrutura centralizada de TI não mais existirá, sendo fragmentada em diversas áreas da empresa;
Para
maiores informações, acessem o blog abaixo:
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Empresa holandesa de pneus usa tags EPC para rastreamento
Mais um interessante case divulgado na RFID Journal Brasil:
http://brasil.rfidjournal.com/estudos-de-caso/vision?10733/
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
http://brasil.rfidjournal.com/estudos-de-caso/vision?10733/
Bruno Calaça
Editor do Blog Store Performance Brasil
O que esperar de um bom Software RFID para o varejo?
Caro
leitor, muito provavelmente você está se questionando por que do uso da palavra
Software e não Middlware RFID. Explico: cada vez mais a aplicação para o cliente é
que é importante. Existem Middlewares
no mercado, cuja função é de apenas integração entre leitores e sistemas do
cliente.
Porém, os
sistemas do cliente não possuem os processos básicos, de uma cadeia de
suprimentos em RFID, como Inventário, Separação de Estoques, Lista de
reposições, geração de etiquetas etc. Os sistemas PDV não possuem as interfaces
necessárias para a realização destas atividades. Portanto, o Software RFID deve prover estes
serviços.
Neste
artigo listo algumas das características essenciais de um bom Software de RFID, tendo em vista minha
experiência e o que acompanho no mercado. Não vou citar as questões básicas,
como coleta, filtros, controle de redundância, disponibilidade e tolerância a
falhas, pois considero que são premissas do Middleware.
Seguem:
- Intuitividade: todo Software deve ser intuitivo. Não é diferente para um Software RFID. É importante lembrar que os usuários destas aplicações são profissionais muitas vezes digamos, com baixo nível de instrução. Este Software não pode permitir margem para dúvida no momento de realização das atividades, sejam recebimentos, expedições, inventários, transferência de produtos etc;
- Uso em Telas Touchscreen: esqueçam mouse e teclado! Premissa de um bom Software é aplicação em telas touch, permitindo realização das atividades através de comandos em telas. Esta tecnologia já está extremamente acessível (custos) e as aplicações RFID devem estar projetadas para este cenário;
- Cloud Computing: Servidores dedicados nas lojas? Não! Acredito que o varejo quer uma solução cujo serviço se dá na nuvem. Isto diminui o custo de implantação. Apenas uma rede wi-fi de alta disponibilidade, e uma máquina com acesso web, habilitando o serviço. No máximo, uma aplicação rodando em uma máquina, mas transmitindo os dados na rede;
- Modularidade: muitos clientes do varejo vão optar por partes da solução. Portanto os provedores devem atender tal necessidade. Determinados clientes, por exemplo, estarão interessados em somente inventários. Outros, em uma solução completa;
- Nível de Serviço: Manutenção e suporte são necessários. Inimaginável acreditar em um cliente varejista que não contrate uma equipe de suporte;
- Facilidade na Integração com Sistemas do cliente: a integração com sistemas do cliente (PDV e ERP) deve se dar através de módulos já criados. Documentação destes procedimentos é importante, pois o cliente também participará das atividades de integração;
- Controle e geração de etiquetas: um módulo específico para controle das impressoras é fundamental. Muitos clientes optarão em gerar as próprias etiquetas. Portanto esta tecnologia deve estar disponível na solução de Software RFID;
- Relatórios: um módulo específico para geração de relatórios, como: Relatório de Ruptura e Reposições; Relatório de Transferências; Histórico de Recebimentos; Relatório de Inventários por área etc;
- Inventários: este módulo deverá contemplar no mínimo a separação de estoques, uso de múltiplos coletores na atividade, além da consulta do andamento da atividade;
Logicamente não podemos nos esquecer que cada vez mais o varejo utiliza de tablets e smartphones para a gestão de lojas. Portanto estes Software também devem possui a habilidade de visualização nestes terminais, através de aplicativos.
Por que as redes sociais de nicho são tão interessantes para o varejo?
Além do
Facebook, Twitter, LinkedIn, Instagram e Waze, que são realmente as principais
redes sociais existentes, existem no mercado diversas redes sociais de nicho,
que possuem várias oportunidades na divulgação de produtos e serviços do
varejo.
Listo
abaixo algumas destas redes, indicando também como o varejo poderia utilizar
dos serviços disponíveis:
- Sports&Talents Definição: Rede Social de Atletas, voltada para a união entre Atletas e Patrocinadores. Como o varejo pode se beneficiar? Patrocinando Atletas amadores que possuem alto poder de influência nas redes sociais; divulgação de produtos e serviços, principalmente empresas do segmento esportivo; Realização de campanhas e promoções interativas (por exemplo, envie seu vídeo para a página da empresa e concorra a kits de produtos esportivos)
- Fashion.ME Definição: Rede Social da Moda, usuários podem trocar looks, seguir tendências, opinar sobre produtos e serviços do varejo de moda. Como o varejo pode se beneficiar? Publicidade; criação de campanhas com a participação do público; interatividade com os usuários; feedback de clientes;
- Scoob (www.scoob.com.br). Definição: rede social de leitores. Como o varejo pode se beneficiar? Redes de livrarias através da divulgação de ofertas; interatividade com o público alvo; criação de campanhas interativas; divulgação de cupons de desconto e brindes;
- Filmow Definição: rede social de filmes e séries. Como o varejo pode se beneficiar? Publicidade; divulgação de trailers; interação com usuários; opiniões sobre lançamentos; pesquisas;
Já existem
inúmeras outras redes sociais de nicho, e que possuem um grande diferencial de
possuírem um público bem segmentado, dentro da necessidade do varejo.
Do ponto de
vista da quantidade de usuários, não possuem quantidades expressivas, porém,
como são de nicho, garantem retornos melhores em publicidade, justamente pela
segmentação.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Hellmann´s oferece experiência tecnológica inédita ao consumidor
Mais um
excelente case de Store Performance, divulgado pela RFID
Journal Brasil, comprovando mais uma vez que Store Performance é melhorar a experiência do cliente!
Pontos cruciais em um Plano de Projeto RFID
De acordo
com o Project Management Body of Knowledge (PMBK), um Plano de Projeto (Project Plan) é o documento formal,
aprovado, que guia tanto a execução do projeto como o controle do mesmo. Ainda
no Brasil, muitas empresas do varejo não possuem uma maturidade na gestão de
projetos e acreditam que somente um cronograma é suficiente para o controle e
execução de um projeto.
No mínimo,
o Plano do Projeto deve responder às seguintes perguntas:
- Qual é o problema ou valor que está endereçado para o projeto?
- Por que e quem está sendo patrocinado?
- Qual é o trabalho a ser realizado pela equipe do projeto?
- Quais são as principais entregas do projeto?
- Quem estará envolvido no projeto durante todas as fases do mesmo?
- Como a equipe do projeto estará organizada?
- Qual é o timeline do projeto, principalmente considerando os pontos principais (milestones)?
Listo
abaixo alguns pontos cruciais em um bom plano de projeto RFID:
1. Do ponto de vista do fornecedor, é fundamental
que antes da elaboração da proposta comercial, elaborar o plano do projeto, a
fim de determinar questões que, infelizmente durante o projeto, percebe-se que
não foram determinadas, como premissas, restrições e obrigações do cliente.
Estas informações serão úteis tanto para os cálculos financeiros do projeto
(investimentos e viabilidade), como especificidades do contrato;
2. Premissas e restrições: mesmo em um
projeto piloto, é fundamental determinar as obrigações de ambas as partes, além
dos limites do projeto, para que exista a saúde financeira do mesmo;
3. Sponsors com autoridade na decisão: sem
poder de decisão, não poderá ser sponsor
do projeto. Quando o contrário acontece, atrasos nos milestones devido a aprovações não realizadas ou ainda aguardando
aprovação poderão ocorrer;
4. Lista básica de riscos: qualidade
das métricas do projeto não serem suficientes para cálculo do ROI; Equipe não
estar devidamente treinada na tecnologia; Etiquetas não serem testadas nos
processos do cliente; Redes wi-fi das lojas e CD não comportarem o tráfego; Não
haver disponibilidade de rede elétrica nos CDs e lojas;
5. Plano de comunicação: grande parte
dos projetos mal sucedidos, tiveram como item de falha, seu plano de
comunicação mal elaborado ou executado. Portanto, além da proximidade com o
cliente, o fornecedor deverá possuir um bom plano de comunicação, que seja
aceito e compreendido por todos;
Logicamente,
deverá também estar presente no plano do projeto, o plano de mitigação/diminuição
dos riscos do projeto.
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