Um dos
assuntos mais comentados nos últimos meses é a possível aquisição do Waze,
companhia Israelense, pelo Facebook. Tirando de lado as cifras bilionárias do
possível negócio, além do aplicativo ter sido eleito o melhor aplicativo na
última Mobile World Congress, a
pergunta que surge é: o que o Facebook imagina para este negócio?
O simples
fato de ser um aplicativo móvel e que toma o tempo de uso dos usuários durante
suas viagens diárias, já merece atenção (de acordo com dados da empresa, possui
aproximadamente 30 milhões de usuários ao redor do mundo). Porém suas
possibilidades de rentabilização, realmente são tremendas. Algumas delas:
§
Venda
de espaço publicitário, diretamente nos mapas dos usuários, de acordo com o
perfil do Facebook. Isto significa que a mesma rua, trafegada por diferentes
usuários, poderá receber diferentes publicidades, maximizando assim as
receitas;
§
No
futuro, integração do Serviço com Outdoors inteligentes: dependendo do público,
o outdoor se auto-ajusta, garantindo assim uma publicidade segmentada,
considerando o exato momento de passagem pela via;
§
Integração
da solução com programas de fidelidade: o Waze já pontua os usuários de acordo
com seu consumo e ajuda à outros “Wazers”. Estes pontos poderiam ser vendidos a
redes varejistas, para serem utilizados, por exemplo, para publicidades no
Facebook, ou até mesmo no Waze;
Mas o mais
interessante disto tudo é que, assim como na internet, os aplicativos e navegadores
já sabem de onde cada um dos bilhões de usuários vem (quais sites navegados no
instante anterior ao site atual), com esta integração, o Facebook vai saber os
caminhos trilhados pelos usuários ao redor do mundo, e inclusive alterar sua
publicidade de acordo com estas informações.
Imagine que
um usuário, ao invés de digitar no Google sobre determinado produto, a fim de
buscar informações sobre o mesmo, digitar no próprio Waze o nome do produto. O
mesmo indicará na sequência os locais de oferta do produto, próximo ao local
onde o motorista está. Mas tudo isto com uma condição: quem decide qual
informação a ser mostrada será o Facebook.
Para
determinado segmento do varejo, faz todo sentido. Por exemplo, redes de
supermercados, postos de combustíveis, drogarias, restaurantes e bares etc. São
segmentos em que o consumo se dá no estabelecimento. Este mesmo varejo com
certeza entenderá esta estratégia de publicidade como diferenciada.
Agora
pensando um pouco mais no futuro, imaginemos que os automóveis, assim como já
vem de fábrica com o GPS, venham com um dispositivo com Waze embarcado.
Torna-se uma plataforma integrada com o Facebook, cujo potencial publicitário é
tremendo.
A
publicidade para quem está no carro, atualmente, é atendida pelas rádios. Mas
um novo concorrente de peso está chegando ...
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