segunda-feira, 3 de junho de 2013

Integração do Facebook com Waze. O que imaginar por aí?

Um dos assuntos mais comentados nos últimos meses é a possível aquisição do Waze, companhia Israelense, pelo Facebook. Tirando de lado as cifras bilionárias do possível negócio, além do aplicativo ter sido eleito o melhor aplicativo na última Mobile World Congress, a pergunta que surge é: o que o Facebook imagina para este negócio?

O simples fato de ser um aplicativo móvel e que toma o tempo de uso dos usuários durante suas viagens diárias, já merece atenção (de acordo com dados da empresa, possui aproximadamente 30 milhões de usuários ao redor do mundo). Porém suas possibilidades de rentabilização, realmente são tremendas. Algumas delas:

§  Venda de espaço publicitário, diretamente nos mapas dos usuários, de acordo com o perfil do Facebook. Isto significa que a mesma rua, trafegada por diferentes usuários, poderá receber diferentes publicidades, maximizando assim as receitas;
§  No futuro, integração do Serviço com Outdoors inteligentes: dependendo do público, o outdoor se auto-ajusta, garantindo assim uma publicidade segmentada, considerando o exato momento de passagem pela via;
§  Integração da solução com programas de fidelidade: o Waze já pontua os usuários de acordo com seu consumo e ajuda à outros “Wazers”. Estes pontos poderiam ser vendidos a redes varejistas, para serem utilizados, por exemplo, para publicidades no Facebook, ou até mesmo no Waze;

Mas o mais interessante disto tudo é que, assim como na internet, os aplicativos e navegadores já sabem de onde cada um dos bilhões de usuários vem (quais sites navegados no instante anterior ao site atual), com esta integração, o Facebook vai saber os caminhos trilhados pelos usuários ao redor do mundo, e inclusive alterar sua publicidade de acordo com estas informações.

Imagine que um usuário, ao invés de digitar no Google sobre determinado produto, a fim de buscar informações sobre o mesmo, digitar no próprio Waze o nome do produto. O mesmo indicará na sequência os locais de oferta do produto, próximo ao local onde o motorista está. Mas tudo isto com uma condição: quem decide qual informação a ser mostrada será o Facebook.

Para determinado segmento do varejo, faz todo sentido. Por exemplo, redes de supermercados, postos de combustíveis, drogarias, restaurantes e bares etc. São segmentos em que o consumo se dá no estabelecimento. Este mesmo varejo com certeza entenderá esta estratégia de publicidade como diferenciada.

Agora pensando um pouco mais no futuro, imaginemos que os automóveis, assim como já vem de fábrica com o GPS, venham com um dispositivo com Waze embarcado. Torna-se uma plataforma integrada com o Facebook, cujo potencial publicitário é tremendo.

A publicidade para quem está no carro, atualmente, é atendida pelas rádios. Mas um novo concorrente de peso está chegando ...

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