segunda-feira, 3 de junho de 2013

Mídias Sociais no Varejo: o que imaginar para o futuro?

Mais importante que imaginar como serão as tecnologias de mídias sociais no futuro, é compreender os usuários de tais ferramentas e suas necessidades. Qualquer pessoa que vai ao shopping percebe que o smartphone está presente em todos os momentos na vida das pessoas. E será mais comum ainda.

Hoje, as mídias sociais são essencialmente ferramentas de entretenimento e relacionamento. No futuro, será o ambiente que interliga marcas e pessoas. Não acredito no completo desaparecimento do rádio e TV, por exemplo. Até por que estas também estarão inseridas no ambiente. Sua programação será interativa, com aplicativos em smartphones e outros dispositivos que ainda nem conhecemos, garantindo o engajamento do público, no momento em que a ação ocorre.

Imagine o seguinte cenário: o cliente vai ao cinema (este ainda persiste!). Durante o filme, interage com o filme, recebendo atualizações de promoções e descontos, em produtos divulgados durante o filme (utilizando por exemplo, o app do cinema em seu smartphone). Ao final do filme, retorna ao App analisando as ofertas e descobre que, o tênis, utilizado durante o filme, está em desconto tanto na sua loja online preferida, como também no próprio shopping. Ou seja, o cinema passou a ter receitas publicitárias que antes não possuía.

Outro cenário: o cliente, ao entrar em uma rede de livrarias, aproxima seu celular a um tóten de sua rede social de literatura. Este tóten, além de compartilhar no Facebook que o usuário fez check-in na loja, analisa os dados de sua rede social de literatura, indicando assim que os livros mais comentados pelos seus amigos, nos últimos 15 dias, estão em promoção. Ele não fará o check-in por fazer (como ocorre hoje). Terá que receber algum benefício para isto. O tóten, pode por exemplo, sortear um livro a cada 100 check-ins.

Um cenário ainda mais intrigante: uma loja possuirá um sistema inteligente, integrado com redes sociais, de tal forma que consegue identificar o tipo de público que frequenta cada uma das lojas. Imagine que em um momento do dia, existam 50 pessoas na loja. Destas, 70% são adultos, homens e mulheres, com uma preferência por MPB. A loja então, automaticamente e de forma sutil, altera a trilha sonora para aquele clássico da MPB. Tudo isto sem ação humana. Isto pode ocorrer na loja toda ou apenas em um local específico. Em um canto da loja, por exemplo, as pessoas são fãs de rock e assim, naquele local, esta será a trilha sonora. Paralelamente, ofertando os discos do cantor.


Nos três exemplos, a tecnologia fez parte de momentos na vida de pessoas. Elas não recorreram à tecnologia para isto. Ocorreu tudo de forma automática. No fundo, as pessoas irão às lojas não pelos produtos, mas sim pela experiência. 

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