// A tecnologia pode ser utilizada como anti-furto?
A tecnologia RFID ainda não possui um bom desempenho quando utilizada como anti-furto. Já existem alguns clientes utilizando-a, porém seu desempenho é aproximadamente 30% inferior, quando comparado à tecnologia AM, por exemplo.
// É possível falsificar uma etiqueta RFID?
Não. O código gerado na etiqueta é único. Ele possui informações exclusivas da empresa (varejo) e do produto (código referência), impossibilitando a sua cópia. Além disto, o padrão de codificação RFID utiliza de diversos mecanismos de criptografia.
// Há algum problema na invasão de privacidade através de RFID?
Não. Este é um mito comum. Muitos varejistas acreditam que seus clientes podem ser rastreados, por exemplo. Mas, caso um cliente de outra loja (cujo produto possua uma etiqueta RFID), entre em sua loja, e haja equipamentos identificando etiquetas neste local, este código é ilegível para esta loja.
// Quais os tamanhos de memória de etiquetas RFID?
São dos mais variados. Existem de 32bits a 4kbits. Normalmente, esta definição de tamanho de memória dependerá do tipo de aplicação que o cliente necessita.
// Consigo imprimir informações legíveis nas etiquetas?
Sim. É possível imprimir nas etiquetas, as mesmas informações de, por exemplo, uma etiqueta de preços, de código de barras e até mesmo, gerar uma etiqueta de composição inteligente (com RFID). Qualquer informação legível pode ser impressa em uma etiqueta RFID.
// É possível gravar informações nas etiquetas durante os processos?
Sim. Em qualquer etapa do processo, é possível incluir informações nas etiquetas. Por exemplo: Data de Expedição do produto, Data de recebimento na loja, cupom fiscal etc
// Qual o aumento na eficiência dos inventários possível com o RFID?
É possível ter ganhos de 10 a 25 vezes. Em um exemplo simples, enquanto um coletor de código de barras lê 400 códigos por hora, o handheld RFID lê 4.000 etiquetas por hora.
// Mas e se os clientes retirarem as etiquetas?
O produto somente pode ser identificado se ainda possuir a etiqueta RFID. Por isso, a etiquetagem na origem é tão importante. Para produtos têxteis, por exemplo, a costura da etiqueta é a melhor estratégia.
// É melhor etiquetar no fornecedor ou no meu Centro de Distribuição?
A melhor estratégia é etiquetar diretamente na fábrica (fornecedor). Isto garante uma rastreabilidade do produto desde o seu “Nascedouro”. Além disto, garante-se um elevado percentual de produtos etiquetados. Muito maior do que a utilização de etiquetas recirculáveis.
// Como é possível gerar as etiquetas?
As etiquetas podem ser geradas, ou gravadas utilizando-se impressoras RFID ou através de Bureau de impressão.
// Metais bloqueiam a etiqueta?
Sim. As etiquetas não podem estar em contato direto com metais.
// Como é feita a integração do RFID com meu PDV?
Existem formas bem simples de se realizar esta integração. Normalmente, utiliza-se webservice para realizar a integração. Isto significa que o PDV do cliente terá o espelho de tudo o que for lido no momento da leitura RFID no caixa.
// Consigo obter os dados lidos da solução RFID em meu smartphone?
Sim. Atualmente já existem soluções que permitem esta integração. Isto facilita a visibilidade de informações por todos os envolvidos no varejo.
// Que tipos de equipamentos existem?
Basicamente existem os chamados equipamentos fixos e os equipamentos móveis. Equipamentos fixos são: leitores, antenas, portais e impressoras. Já os equipamentos móveis podem ser handhelds e leitores integrados com smartphones.
// Existem diferentes tipos de etiquetas?
Sim. Tratando-se de UHF, que é a frequência utilizada para aplicações de varejo, podem existir etiquetas passivas, semi-passivas e ativas, dependendo se possuem ou não uma bateria interna, e também se enviam continuamente o sinal de resposta.
// Consigo ter uma etiqueta igual à etiqueta de preço que utilizo atualmente?
Sim. É possível ter uma etiqueta de preço, porém RFID.
// Se faltar energia na loja, como será possível prosseguir com a venda?
Não pois o PDV também “sairá do ar”, ao menos que haja um banco de baterias ou gerador na loja. As soluções de venda em RFID normalmente são integradas para que, caso haja alguma falha nas leituras RFID, possa-se utilizar a leitura com código de barras.
// Quais as inovações existem atualmente na tecnologia RFID?
Principalmente ligadas à:
-criptografia;
-Utilização de RFID como anti-furto;
-Geolocalização de etiquetas (coordenadas);
// Quais os principais benefícios da tecnologia RFID?
-Diminuição das rupturas e consequente aumento em vendas;
-Aumento da acurácia de estoques;
-Redução em perdas;
-Aumento da eficiência operacional.
// Quanto custam as etiquetas?
O preço das etiquetas depende muito do volume e tipo de etiqueta. Mas por exemplo, etiquetas RFID UHF para verejo têxtil já são encontradas no mercado a um preço ao redor de R$0,30.
// Todos os produtos podem ser etiquetados?
Sua grande maioria de produtos pode ser etiquetado. Ajustes ou etiquetas especiais podem ser necessários, tendo em vista as limitações de aplicação em metais e líquidos.
// A etiqueta é reutilizável?
Pode ser reutilizável. Porém a tendência natural é de sempre utilizar etiquetas descartáveis.
// A etiqueta tem vida útil?
Assim como qualquer componente eletrônico sim. Porém anos ou até mesmo décadas são necessários até que uma etiqueta torne-se ilegível
// Consigo ler as etiquetas de outra loja que tenha também RFID?
Será lido um código mas sem que se saiba qual é o produto, tendo em vista que somente aquela loja compreende aquele código.
// Os clientes podem apagar as informações gravadas nas etiquetas (Kill)?
Não. Somente o varejista pode “matar” a etiqueta.
// Se eu amassar a etiqueta, consigo utilizá-la novamente?
Sim, desde que não haja danificação na ligação entre o chip e a antena.
Bruno Calaça
Editor Blog Store Performance Brasil
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